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Estudo deteta presença generalizada de microplásticos nos rios Mondego e Vouga

Uma investigação desenvolvida pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, em parceria com o Instituto Indiano de Educação e Pesquisa Científica de Calcutá, revelou a presença generalizada de microplásticos em ecossistemas de água doce das regiões de Coimbra e Aveiro.

O estudo analisou amostras recolhidas nos rios Mondego e Vouga, concluindo que os microplásticos estão amplamente disseminados nestes cursos de água. Entre os materiais mais frequentemente identificados encontram-se o polietileno e o polipropileno, tipos de plástico habitualmente utilizados em embalagens descartáveis.

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Segundo a investigadora Seena Sahadevan, estas partículas resultam sobretudo da degradação de plásticos de utilização única, que se fragmentam em partículas de dimensões reduzidas e permanecem no ambiente durante longos períodos.

A investigação permitiu ainda identificar zonas particularmente afetadas pela presença destes resíduos. No rio Mondego, os níveis mais elevados foram registados na região de Coimbra. Já no rio Vouga, a maior concentração foi detetada numa praia fluvial de Macinhata do Vouga, no concelho de Águeda.

De acordo com a investigadora Sarra Ben Tanfous, os valores mais elevados coincidem com áreas próximas de atividades agrícolas e zonas turísticas, fatores que poderão contribuir para a acumulação de resíduos plásticos nestes locais.

Os especialistas alertam ainda para os riscos ambientais associados aos microplásticos, uma vez que estas partículas acabam por entrar na cadeia alimentar. Os organismos aquáticos, sobretudo invertebrados, ingerem os microplásticos, que são depois transferidos ao longo da cadeia trófica, podendo chegar ao consumo humano.

A maioria das partículas identificadas apresentava dimensões inferiores a um milímetro, o que facilita o seu transporte através das massas de água e aumenta a probabilidade de ingestão por diferentes espécies aquáticas.

Embora o estudo considere que o risco ecológico global varia entre baixo e moderado, os investigadores sublinham que algumas zonas apresentam níveis potencialmente elevados de contaminação, defendendo a necessidade de uma monitorização contínua dos ecossistemas de água doce.

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