A esperança de vida à nascença em Portugal foi estimada em 81,49 anos no triénio 2022-2024, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor traduz um aumento face ao triénio anterior, confirmando a tendência de envelhecimento da população e de prolongamento da longevidade.
De acordo com o INE, “a esperança de vida à nascença foi de 78,73 anos para os homens e de 83,96 anos para as mulheres”, o que representa um acréscimo de 0,36 anos (cerca de 4,3 meses) no caso masculino e de 0,29 anos (3,5 meses) no feminino em comparação com 2021-2023.
Num horizonte mais alargado, o aumento torna-se ainda mais evidente: nos últimos dez anos, a esperança de vida à nascença aumentou 1,17 anos no total da população, com os homens a registarem um acréscimo de 1,49 anos e as mulheres de 0,84 anos. Esta melhoria resulta, segundo o INE, “sobretudo da redução na mortalidade em idades iguais ou superiores a 60 anos”, sendo que “a contribuição das idades mais idosas foi mais significativa para as mulheres do que para os homens”.
Já a esperança de vida aos 65 anos foi estimada em 20,02 anos para o total da população. Ou seja, um homem de 65 anos pode esperar viver em média mais 18,30 anos e uma mulher da mesma idade mais 21,35 anos. Em relação ao triénio anterior, verifica-se um aumento de 0,30 anos para os homens e de 0,24 anos para as mulheres.
Este indicador também evoluiu positivamente na última década: a esperança de vida aos 65 anos cresceu 11,5 meses para os homens e 8,5 meses para as mulheres.
Os dados hoje revelados refletem não só os progressos na área da saúde e nas condições de vida da população portuguesa, mas também têm implicações diretas em áreas como o sistema de pensões, o planeamento da saúde pública e o envelhecimento demográfico.