O Município de Arganil congratula-se com a decisão do Governo de aprovar o traçado para a duplicação e requalificação do IP3 e de determinar a realização de estudos para a ligação Lousã – Góis – Arganil.
Ao longo dos últimos anos, o Município de Arganil tem vindo a reivindicar, de forma persistente, uma solução rodoviária estruturante pelo Interior, capaz de servir de forma equilibrada os concelhos mais afastados dos grandes eixos viários. Essa posição assentou, desde o início, na necessidade de promover melhores condições de mobilidade para as populações e criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento económico e social da região.
A decisão anunciada, que prevê a duplicação do IP3 entre Souselas e Penacova, a requalificação integral do itinerário, bem como a realização de estudos para a ligação a Góis e Arganil, “vai ao encontro de uma ambição há muito defendida pelo Município, no sentido de aproximar o território e de responder a limitações históricas ao nível das acessibilidades”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Arganil.
Luís Paulo Costa considera que a concretização de uma ligação eficaz e estratégica a unir os concelhos de Arganil, Góis e Lousã é determinante para atenuar assimetrias territoriais, melhorar a segurança rodoviária, reduzir tempos de deslocação e reforçar a atratividade do território para residentes, visitantes e investimento. Este avanço beneficiará igualmente concelhos de Penacova e Vila Nova de Poiares.
O Município de Arganil compromete-se a acompanhar de perto este processo, manifestando total disponibilidade para colaborar com o Governo e com as entidades competentes, de forma a garantir que os estudos agora determinados se traduzam em soluções concretas, tecnicamente adequadas e ajustadas às necessidades reais do território e das populações da região Centro.
No que respeita ao traçado aprovado, está prevista a duplicação do IP3 no nó de Souselas (IC2) até Penacova e a reabilitação dos troços existentes. Será também construída uma variante de Penacova e duplicado o troço Lagoa Azul – Santa Comba Dão, que já se encontra em obra. Os estudos prévios, as avaliações de impacto ambiental, os projetos de execução e as empreitadas vão decorrer entre 2025 e 2035, num investimento total previsto de 502 milhões de euros.
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