Grupo de mais de 50 portugueses estava retido no Qatar há uma semana, depois de uma viagem de cerca de 10 horas de autocarro até Riade, seguiu-se o voo no C-130 da Força Aérea até Lisboa, com escala em Creta.
“Este é o terceiro voo que fazemos de repatriamento; à priori não estamos a organizar mais nenhum, estamos a acompanhar a evolução da situação no terreno nos próximos dias”, explicou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que estava no aeroporto de Figo Maduro para receber os cidadãos nacionais.
Segundo Emídio Sousa, estas pessoas estavam quase todas no Qatar, que tem o espaço aéreo fechado, havendo “mais cinco que estavam em Riade” e outras duas que se juntaram a partir do Barein.
O grupo que partiu de Doha, no Qatar, no domingo, fez uma viagem de cerca de 10 horas de autocarro até Riade, na Arábia Saudita, onde os esperava o avião da Força Aérea com destino a Lisboa.
Seguiram-se outras 10 horas, com escala em Creta, na Grécia. O voo de repatriamento aterrou depois em Lisboa cerca das 5h45.
“Vai ser possível, para alguma pessoa que ainda não tenha vindo, nós vamos conseguir colocá-las nestes voos comerciais”, explicou Emídio Sousa. “Nós vamos estar muito atentos nos próximos dias.”
“Quem ficou, também optou por ficar. Há muita gente que trabalha naquelas zonas, que está lá a viver, nos múltiplos contactos que os nossos serviços têm feito, as pessoas sentem-se seguras, o que me dizem é que o sistema de defesa aéreo desses países funciona muito bem”, acrescentou.
Segundo o governante, estas pessoas aguardavam “há uma semana, sensivelmente” pela possibilidade de regressar a Portugal depois de terem visto a viagem interrompida pela guerra no Médio Oriente.
Relativamente aos sete cidadãos estrangeiros que vêm no voo, Emídio Sousa explicou que os vários Estados-membros partilham informação sobre quem está em lista de espera para ser repatriado e que havia disponibilidade de vagas no voo português.
Sobre a possibilidade de vir a ser realizado outro voo de repatriamento, o secretário de Estado afirmou que “para já, não”.
“Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias, iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio”, disse.
Acrescentou que o Governo irá “acompanhar a situação em permanência”, tendo em conta que há voos comerciais que se vão realizando, “o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.