A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirma que, até ao momento, não está identificada a origem do problema que afeta o navio de carga geral Eikborg, de bandeira dos Países Baixos, que se encontra associado a um incidente junto à barra da Figueira da Foz.
Numa nota enviada à Beira Digital TV, a APA considera “absolutamente extemporâneo o estabelecimento de qualquer relação de causalidade entre um eventual assoreamento da barra da Figueira da Foz e a avaria registada” na embarcação.
O organismo sublinha ainda que, independentemente de qualquer nexo causal — que não está estabelecido —, “o assoreamento da barra configura um fenómeno recorrente, particularmente frequente durante o ‘inverno marítimo’, na sequência de eventos de tempestade sucessivos”.
Segundo a APA, “a zona da embocadura e canal da barra revelam, ciclicamente, uma elevada dinâmica sedimentar”, enquadrando este comportamento nos processos naturais do litoral.
A agência rejeita igualmente qualquer ligação entre um possível assoreamento da barra e as dragagens realizadas a norte do molhe. “Qualquer associação entre um possível assoreamento da barra e as dragagens efetuadas a norte do respetivo molhe é, além de injustificada, puramente especulativa”, afirma.
De acordo com a mesma nota, as dragagens em causa “decorrem de estudos e projetos com sólida fundamentação científica e rigorosa avaliação de impacto ambiental, acautelando todas as dinâmicas inerentes à migração sedimentar”.