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António José Seguro, eleito Presidente da República com resultado histórico, promete ser Presidente “de todos os portugueses”

António José Seguro foi eleito este domingo Presidente da República, alcançando uma votação histórica nas eleições presidenciais, acima do resultado conseguido por Mário Soares em 1991. André Ventura perdeu a eleição, mas garantiu que pretende chegar ao Governo “em breve”, considerando que esse cenário está agora mais próximo.

Apesar do resultado já estar definido, o processo eleitoral ainda não terminou por completo. Devido às tempestades que atingiram o país nas últimas semanas, a votação foi adiada em várias zonas. Assim, 20 freguesias ainda vão às urnas no próximo domingo, embora esses votos não alterem o vencedor.

Com 99% dos votos contabilizados, António José Seguro soma mais de 66% dos votos, enquanto Ventura reúne cerca de 33%. O candidato apoiado pelo PS venceu em todos os distritos do país e nas regiões autónomas, além de ter conquistado praticamente todos os concelhos. As únicas exceções foram Elvas, no distrito de Portalegre, e São Vicente, na Madeira.

Seguro venceu ainda em Algueirão-Mem Martins, em Sintra, local de origem de Ventura, onde obteve quase o dobro dos votos do adversário.

Já André Ventura teve o melhor desempenho no distrito de Faro, onde ficou mais próximo do resultado do vencedor, embora com uma diferença de cerca de 28 mil votos.

No discurso, António José Seguro garantiu que pretende ser o Presidente “de todos os portugueses”, afirmando que exercerá funções “sem amarras”. Prometeu tratar todas as forças políticas de forma igual e assumir uma postura “exigente” enquanto chefe de Estado.

Disse ter o “coração cheio de gratidão, emoção e responsabilidade”, recordou “as suas origens simples” e assumiu o compromisso de trabalhar para um “país moderno e justo”.

Numa mensagem dirigida ao adversário, afirmou que a partir deste momento “deixaram de ser adversários”, defendendo que ambos devem contribuir para um país “mais desenvolvido e justo”.

André Ventura referiu que os portugueses optaram por um “caminho de continuidade”, ainda que tenha sublinhado que este representa o “melhor resultado de sempre” do Chega.

O líder do partido afirmou assumir-se como líder da Direita e “de todo o espaço não socialista em Portugal”, defendendo que “pela primeira vez em 50 anos houve uma alternativa fora do espaço do PS e PSD”.

Ventura afirmou ainda que mantém o objetivo de governar o país, dizendo querer alcançar esse objetivo “mais cedo ou mais tarde”.

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