O Município de Oliveira do Hospital acolheu a realização das 1ªs Jornadas Nacionais “Consensos na Avaliação de Incapacidade” com a participação de profissionais de diversas especialidades médicas.
Os trabalhos decorreram na Casa da Cultura, no passado dia 15 de maio, onde médicos de Saúde Pública, Medicina Geral e Familiar, Medicina do Trabalho e Medicina Legal discutiram a temática por forma a uniformizar critérios e criar consensos técnicos.
O Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, acompanhado do Vereador da Saúde, Bruno Miranda, estiveram presentes na sessão de abertura que contou com a participação de Inês Rosendo, diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários da ULS de Coimbra; e da Presidente da comissão organizadora da iniciativa Maria Guiomar Sarmento, médica de Saúde Pública na ULS de Coimbra e membro do Conselho Clínico e de Saúde da Comunidade Nascente.
O Presidente da autarquia saudou a realização descentralizada de eventos desta importância. O município está de portas abertas para apoiar e receber jornadas de carácter técnico e profissional, de qualquer área, permitindo aos profissionais percorrer o país para participar nestes grupos de trabalho e perceberem também as razões das assimetrias nos indicadores de saúde, disse.
“É importante reforçar a articulação e o diálogo na expetativa de servirmos bem os cidadãos e de garantir os melhores indicadores de saúde para a população em geral, ao longo das várias fases da vida”, afirmou José Francisco Rolo, lembrando o grande desafio com que os municípios foram confrontados na sequência da transferência de competências na área da saúde.
Por isso achamos esta iniciativa muito relevante, não só por serem as 1ªs Jornadas Nacionais para consensualizar práticas no domínio da avaliação de incapacidade mas também pela relevância nos cuidados de saúde e do trabalho dos profissionais de saúde, acrescentou.
Maria Guiomar Sarmento, Presidente da comissão organizadora da iniciativa, sublinha a pertinência de “reunir os médicos que realizam as Juntas Médicas de Incapacidade porque, apesar de nos basearmos todos no mesmo Decreto-Lei, nem todos temos o mesmo entendimento”. “Assim, ao reunirmos elementos com muita experiência de avaliação podemos elaborar uma série de documentos consensuais, que faremos chegar à Direção-Geral de Saúde, entidade responsável pela elaboração de normas”, sustenta a médica de Saúde Pública.
Inês Rosendo, diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários da ULS de Coimbra, lembrou que esta é uma área onde se perceciona a necessidade de “gerar consensos principalmente agora, em que a área da avaliação de incapacidades está numa fase de reorganização”. “Acho muito importante o que estão aqui a fazer nestas primeiras jornadas, com este dinamismo e contribuição que a saúde pública sempre foi dando ao longo dos anos para esta área da avaliação de incapacidades”. Na ULS de Coimbra “estamos muito interessados em aumentar a qualidade nesta área porque vai ser bom para a população que estamos a servir”, acrescentou, frisando a disponibilidade de trabalhar em conjunto com a Câmara Municipal para melhorar o acesso aos cuidados de saúde no território de Oliveira do Hospital.