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Região de Coimbra reforça combate a incêndios com mais quatro máquinas de rasto e dispositivo “robusto”

Carlos Tavares, comandantes sub regional de emergência e proteção civil da região de coimbra @BDTV

O dispositivo especial de combate a incêndios rurais na região de Coimbra vai ser reforçado, este ano, com mais quatro máquinas de rasto, aumentando para 16 o número total destes meios disponíveis no território. O anúncio foi feito pelo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Tavares, durante a apresentação do Plano Operacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

Segundo o responsável, o dispositivo para 2026 está “mais preparado, mais integrado e mais robusto”, destacando o reforço da capacidade operacional e a aposta na segurança dos operacionais.

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Carlos Tavares explicou que as máquinas de rasto são “um utensílio muito importante no combate aos incêndios”, sobretudo em incêndios mais complexos, permitindo criar faixas de contenção, consolidar perímetros queimados e reduzir o risco de reacendimentos.

“Hoje há uma prática dos comandantes das operações de socorro de, assim que o incêndio estiver extinto, passar uma lâmina em volta de todo o perímetro queimado para garantir a consolidação e evitar reacendimentos”, afirmou.

As quatro novas máquinas resultam de reforços envolvendo municípios, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, o ICNF e corpos de bombeiros da região.

Outra das novidades é a disponibilização de um drone da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, equipado com câmara térmica, destinado a ações de monitorização e apoio operacional.

Na fase de maior empenhamento operacional, entre julho e setembro, a região de Coimbra contará com 175 equipas, 775 operacionais e 178 veículos, envolvendo bombeiros, sapadores florestais, ICNF, Força Especial de Proteção Civil e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR.

O comandante destacou também a eficácia do ataque inicial aos incêndios rurais. Das cerca de 250 ocorrências registadas no ano passado, apenas três escaparam ao ataque inicial. “Quanto mais cedo detetarmos um incêndio, maior é a probabilidade de evitar grandes incêndios”, sublinhou.

A videovigilância foi igualmente destacada como uma ferramenta essencial no apoio à decisão operacional. “Foi o melhor investimento que a comunidade intermunicipal fez nos últimos anos”, afirmou o comandante, defendendo que o sistema permite antecipar decisões e melhorar a resposta no terreno.

Durante a conferência de imprensa, Carlos Tavares alertou ainda para os problemas causados pelas depressões que afetaram a região, sobretudo em concelhos como Figueira da Foz, Soure, Montemor-o-Velho, Penela, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra, onde continuam a existir caminhos florestais obstruídos ou destruídos.

O responsável explicou que os municípios, os serviços municipais de proteção civil e o ICNF têm desenvolvido trabalhos de limpeza, enquanto os bombeiros realizam ações de reconhecimento no terreno para identificar acessos condicionados e garantir maior segurança nas operações.

A segurança dos operacionais foi apontada como uma das principais prioridades do dispositivo. “O nosso principal objetivo é baixas zero”, afirmou.

Carlos Tavares aproveitou ainda para deixar um apelo à população para evitar comportamentos de risco durante o verão, lembrando que entre 1 de junho e 30 de setembro será proibida a realização de queimadas em toda a região de Coimbra, por decisão conjunta dos 19 municípios da comunidade intermunicipal.

“Há dias em que não se pode sequer fazer uma fagulha”, alertou, referindo que trabalhos com rebarbadoras ou maquinaria agrícola podem provocar ignições.

Questionado sobre a origem dos incêndios registados no ano passado, o comandante respondeu que muitos tiveram origem em “incendiarismo”, embora tenha esclarecido que os incêndios do Piódão e da Lousã tiveram causas naturais associadas a trovoadas secas.

O dispositivo contará ainda com três helicópteros sediados na Lousã, Pampilhosa da Serra e Sernache, além de dois aviões anfíbios Fireboss. Segundo Carlos Tavares, o acionamento de meios aéreos deve ocorrer até dois minutos após a deteção de um incêndio.

O responsável garantiu confiança no dispositivo e nos agentes de proteção civil da região, mas reforçou que o sucesso no combate aos incêndios depende também da prevenção e do comportamento da população.

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