No cortejo da Queima das Fitas do próximo domingo, vai haver cerca de 45 mil flores feitas pelos utentes da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) a decorar os carros em desfile.
É este o número de flores produzidas este ano na instituição, na sequência de uma parceria com a comunidade académica que dura há já mais de duas décadas, sob o mote “Tu fazes a festa, nós fazemos as flores!”
Desta vez, foi dada resposta a encomendas de estudantes das Faculdades de Medicina, Direito, Ciências e Tecnologia, Letras, Farmácia e Economia e do ISCAC.
As últimas flores foram entregues esta semana, culminando um período de cerca de três meses em que os utentes da APCC que frequentam a Oficina de Tarefas Produtivas para a Comunidade do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) se entregaram com entusiasmo à tarefa em mãos.
Refira-se ainda que este foi o segundo ano consecutivo em que a APCC esteve também ‘presente’ noutras festas académicas: na Queima das Fitas do Porto (à semelhança de 2025, foram feitas flores para a Escola Superior de Educação Paula Frassinetti) e pela primeira vez na Semana Académica de Leiria (com uma encomenda vinda do Instituto Politécnico daquela cidade).
A produção de flores para a Queima das Fitas pela APCC é iniciativa com vantagens para todos: os utentes envolvidos são justamente compensados pelo seu esforço, além de realizarem um trabalho com visibilidade pública e alargada, enquanto os alunos conseguem uma preciosa ajuda num momento significativo da sua vida académica.
Esta é apenas uma de diversas atividades socialmente úteis realizadas pelos utentes no CACI da Associação, o qual desenvolve também dinâmicas nas áreas da música, o teatro, as artes plásticas ou o artesanato, entre outras.