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A riqueza e diversidade do tecido associativo da região de Coimbra em destaque na programação da OMT 

A riqueza e diversidade do tecido associativo da região de Coimbra em destaque na programação da OMT @O Teatrão

O Teatrão apresentou hoje em conferência de imprensa o programa para a edição de 2026 do Aluvião. A companhia e representantes de seis das sete associações que vão marcar presença nesta mostra de vários coletivos da região de Coimbra tiveram oportunidade de conversar com jornalistas sobre o que fundamenta e sustenta este projeto e sobre cada uma das propostas artísticas que vão passar pela Oficina Municipal do Teatro entre os dias 30 de maio e 6 de junho.

Isabel Craveiro começou por sublinhar o longo historial de aproximação entre o Teatrão e o tecido associativo cultural da região. O Aluvião surge neste contexto como uma das manifestações do desejo que a companhia tem de conhecer e interligar práticas artísticas em todo o território. 

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Ao longo destes dias, as portas da OMT abrem-se a grupos com histórias, expressões artísticas e propostas muito ricas, que vão da música e etnografia, à poesia, ao cinema documental, passando por diversas linguagens teatrais, como a revista, a encenação de clássicos e novas dramaturgias. Isabel Craveiro apontou também que, apesar das diferenças, todas as propostas que vão passar pelo Aluvião partilham em comum uma vontade de dialogar com o estado do mundo e de responder às necessidades sociais, políticas e culturais dos meios que envolvem cada uma das estruturas de criação presentes. 

A diretora artística da companhia sublinhou ainda a relevância do facto da OMT ser dos poucos, “senão o único, teatro da RTCP [Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses] que inclui na sua programação um festival dedicado à produção artística de coletivos não-profissionais”. Continuou, destacando que esta edição do Aluvião é marcada pelo aumento da área geográfica abrangida pela mostra, incluindo grupos dos concelhos de Arganil (Côja), Coimbra (Santo António dos Olivais, Vil de Matos e Assafarge), Montemor-o-Velho (Abrunheira), Pampilhosa da Serra (Decabelos) e Soure (Granja do Ulmeiro). Isabel Craveiro rematou afirmando que o Aluvião tem um objetivo político assumido: aproximar territórios através da cultura, promovendo uma valorização que não se baseia na aceleração mercantilista nem na busca pela falsa perfeição veiculada pelas redes sociais, mas sim numa valorização autêntica e partilhada entre todos.

Tomou então a palavra José Vieira Lourenço, do Alçofarge, grupo de teatro da freguesia de Assafarge, que traz à OMT a dramaturgia original “Graças e Desgraças de El-Rei Tadinho”. Depois, Manuela Nogueira (Associação de Solidariedade Social dos Professores, Coimbra) contextualizou a criação “Mulher(es)” com a constituição do coletivo, que junta sobretudo professoras aposentadas entre os 70 e 80 anos. Do outro lado do espectro etário, Os Estrelinhas fizeram-se representar por José Miguel Pita, que falou sobre o trabalho que o grupo faz há 16 anos com as camadas mais jovens da freguesia de Antuzede e Vil de Matos e sobre “À Moda Portuguesa”, o teatro de revista que vai abrir a programação deste ano do Aluvião. Em seguida, Carlos Alves teve oportunidade de falar sobre o clássico contemporâneo que a Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira traz à cena na OMT, “A Casa de Bernarda Alba” de Federico García Lorca. 

Astrid Bishop apresentou Laurindinhas Libertam a Sua Voz, grupo etnográfico de Côja composto por 19 mulheres, inicialmente orientado por Inês Luzio, Bernardo Chatillon e Beatriz Rola, e que trabalha repertório musical a partir do cancioneiro popular português para cantar sobre a liberdade e a emancipação da mulher. Sílvio Carvalho do TEAM – Teatro do Meio (Granja do Ulmeiro) teve ainda tempo de apresentar “O Pranto”, uma criação original do grupo a partir de “O Pranto de Maria Parda” de Gil Vicente. Por fim, Isabel Craveiro tomou a palavra para introduzir brevemente “Ainda Estamos Aqui”, documentário da Associação Ninhos de Pedra sobre a aldeia abandonada de Decabelos, no concelho da Pampilhosa da Serra.

A partir do final da intervenção de Sílvio Carvalho – que afirmou que um dos objetivos do TEAM, ao participar no Aluvião, está ligado a uma grande vontade de ver as criações de outros coletivos e trocar experiências com estes grupos –, a diretora artística do Teatrão aproveitou para falar sobre a Plataforma Aluvião. Esta plataforma digital que a companhia está a preparar e vai precisamente ao encontro desta vontade de cruzar caminhos, permitindo às estruturas que nela inscrevam os seus espaços e/ou as criações que têm disponíveis para circulação. O objetivo é que facilitar a aproximação e colaborações entre grupos ao mostrar facilmente que espaços estão disponíveis para receber espetáculos, promovendo uma programação mais densa e diversificada nos territórios.

Todos as especificidades serão apresentadas em detalhe no dia 6 de junho, às 17h, com entrada livre e aberta a todos, sendo que os presentes serão os primeiros a poder inscrever-se nesta plataforma.

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