Os centros de saúde realizaram menos 767.413 consultas médicas presenciais em 2025, segundo dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que aponta para uma mudança na prestação de cuidados de saúde primários, com maior recurso a consultas não presenciais e ao domicílio.
De acordo com o relatório de monitorização dos Cuidados de Saúde Primários relativo a 2024 e 2025, a atividade presencial diminuiu em 35 das 39 Unidades Locais de Saúde (ULS) do país.
As maiores reduções registaram-se nas ULS da Região de Aveiro, com uma quebra de 16,8%, do Médio Ave, com menos 9,7%, e de São João, que caiu 9,6%.
Em sentido contrário, apenas quatro unidades apresentaram crescimento no número de consultas presenciais: Coimbra, Entre Douro e Vouga, Nordeste e Baixo Mondego. Entre estas, Entre Douro e Vouga registou a maior subida, com um aumento de 10,4%.
A ERS refere que esta tendência mostra uma “reconfiguração da atividade assistencial”, marcada pelo aumento de consultas realizadas à distância e por mais cuidados prestados no domicílio.
O relatório analisa ainda o índice de atividade assistencial, que compara o número de consultas médicas por mil habitantes com a média nacional. As ULS de Lisboa Ocidental, São José, Santa Maria e Loures-Odivelas apresentaram os valores mais baixos do país.
Já as unidades do Alentejo Central, Castelo Branco e Alto Alentejo registaram níveis de atividade acima da média nacional.