A Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), no âmbito das suas atribuições e competências de vigiar, fiscalizar e controlar as fronteiras aeroportuárias, durante os primeiros quatro meses de 2026, identificou 252 situações de fraude documental (o que equivale a uma média de mais de 2 casos de fraude documental por dia e um aumento de mais de 7% comparativamente com o período homólogo de 2025), reforçando o seu compromisso com a segurança das fronteiras nacionais e o combate à imigração irregular.
No decurso das operações de controlo de fronteira realizadas nos aeroportos nacionais, os polícias da PSP afetos ao controlo fronteiriço procederam à deteção e interceção de 252 casos de utilização de documentos fraudulentos, incluindo situações de falsificação, adulteração e uso de documentos alheios.
Os documentos em causa abrangem passaportes, vistos e outros títulos de viagem, provenientes de diversas nacionalidades, utilizados com o intuito de contornar os mecanismos de controlo de fronteira estabelecidos no quadro do Espaço Schengen.
Todas as ocorrências foram objeto de registo, sendo os indivíduos identificados encaminhados para os procedimentos legais competentes, em articulação com as autoridades judiciárias e demais entidades com responsabilidades nesta matéria.
A fraude documental constitui uma das principais ameaças à integridade das fronteiras externas da União Europeia, estando frequentemente associada a redes de imigração irregular e a outras formas de criminalidade organizada transnacional.
A PSP desenvolve, de forma permanente, ações de formação e atualização dos seus efetivos nas técnicas de deteção de documentos falsificados, bem como de atualização tecnológica dos meios de controlo disponíveis, em linha com as orientações da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (FRONTEX) e demais parceiros institucionais.