Já estão em curso – e em modo “velocidade cruzeiro” – as obras que vão permitir adaptar os pisos 3 e 4 do edifício do Seminário Maior de Viseu, no Largo de Santa Cristina, a um novo alojamento para estudantes do Ensino Superior, em pleno coração da cidade. Serão 75 o número de camas a disponibilizar, num espaço digno e funcional, a custos acessíveis, que ficará pronto até ao final do mês de agosto.
O Presidente da Câmara Municipal, João Azevedo, e o Bispo de Viseu, D. António Luciano, celebraram hoje, no Seminário Maior, o contrato-promessa de cedência de direito de superfície, por um período de 30 anos, concretizando, no papel, aquela que é uma cooperação histórica entre o Município e a Diocese, em prol do serviço público. Presente esteve também o Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos.
As obras de reconversão funcional de ambos os pisos, que incidem sobre as alas que anteriormente serviram de dormitórios aos seminaristas, representam um investimento de cerca de 1,9 milhões de euros. Esta intervenção será alvo de financiamento por parte do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, após a adaptação da candidatura anteriormente aprovada, no âmbito da construção de um alojamento estudantil na Rua do Gonçalinho.
Evocando aquela que é patrona do Seminário, a Nossa Senhora da Esperança, o Bispo de Viseu, destacou a importância deste compromisso e o seu impacto na formação e educação da comunidade escolar. “Todo este momento que nós queremos vivenciar é algo que realmente, no presente, nos faz tomar consciência do compromisso que assumimos para o bem desta casa, que tem na matriz, como eu disse, precisamente a educação e a formação, e, nessa linha, vai continuar, com a cedência do terceiro e do quarto piso para a residência de alunos, e, em particular, ajudando alguns com mais dificuldades”.
“Penso que esse é para mim, enquanto Bispo, e para todos os meus colaboradores, e penso que para a Diocese e para todo o Presbitério, também um sinal de esperança e desse compromisso naquilo que é um caminho sinodal que a Igreja está a fazer, na comunhão, na participação e na missão. Estas palavras também são importantes aqui, não só para nos responsabilizar no presente, mas abrir horizontes de coresponsabilidade para o futuro”, sublinhou D. António Luciano.
“Nós temos aqui todo o rigor, toda a verdade, toda a transparência em todo este projeto, para que, realmente, a Igreja coopere com a sociedade civil, neste caso, com a Câmara Municipal, com aquilo que ela apresenta, estando de coração aberto para colaborar com a sociedade viseense e, também, com esta diocese”, avançou o Bispo de Viseu.
Por esta ocasião, o Presidente da Câmara agradeceu publicamente todo o empenho e esforços encetados pela Diocese, pelo Seminário e pelas equipas municipais para que este projeto, que no início “parecia algo impossível”, pudesse ganhar força e robustez para hoje estar em pleno desenvolvimento.
“Com este acordo histórico entre o Município e a Diocese, estamos a resolver um problema que estava a acontecer. Nós iríamos, infelizmente, perder o dinheiro do investimento e agora pudemos recuperá-lo e redirecioná-lo para este grande projeto, num encontro feliz de vontades. O empreiteiro tem também agora essa responsabilidade, de cumprir com o prazo de execução da obra, para que possamos concretizar este grande investimento para a região. Tenho a certeza que irão fazer o vosso melhor”, afirmou o Presidente.
Na assinatura do contrato, e visita às obras do edifício, João Azevedo terminou a sua intervenção dirigindo-se ao Bispo de Viseu com um novo desafio: eleger um nome para o alojamento de estudantes. “Um nome que seja simbólico pelo acordo, pela história e por tudo aquilo que este edifício representa”, destacou. “Senhor Bispo, D. António Luciano, dizer-lhe, com todo o respeito, que fico muito feliz por este acordo, já aprovado, estar a ser assinado hoje e dizer-lhe também que temos um longo caminho pela frente, uma longa jornada para melhorar a vida das pessoas em Viseu, para fazer um investimento público, para completar as tarefas que nos foram colocadas em cima dos ombros”, concluiu o autarca.