A FIA aplicou uma reprimenda e uma multa de 15 mil euros, com pena suspensa até ao final de 2027, à organização do Rally de Portugal devido a falhas de segurança registadas durante a classificativa de Arganil 2. Em causa esteve a entrada indevida de dois veículos ligados à organização numa especial que decorria em competição.
Segundo o relatório do Colégio de Comissários, o primeiro incidente envolveu um camião de reboque chamado para recolher um concorrente desistente. O condutor terá seguido as indicações do GPS e entrou inadvertidamente no troço cronometrado, ultrapassando várias barreiras de segurança sem comunicar a situação ao Controlo do Rali.
Cerca de 35 minutos depois, um segundo veículo da mesma empresa entrou igualmente na classificativa, obrigando à interrupção imediata da prova com bandeira vermelha por razões de segurança. A FIA considerou que existiram “atos inseguros” e falhas graves na comunicação, sublinhando que a entrada de veículos numa especial deve ser reportada de imediato para proteger pilotos e equipas.
O Automóvel Club de Portugal pediu desculpa pelos incidentes e garantiu que a investigação continua em curso. Além da sanção aplicada, a FIA exigiu à organização melhorias nos procedimentos de segurança ainda nesta edição da prova, reforçando que a responsabilidade final pela gestão das classificativas cabe sempre à direção do rali.