A Força Aérea prepara-se para colocar em órbita o segundo satélite SAR da Constelação do Atlântico, sendo este o primeiro integralmente adquirido pela Instituição, estando o momento previsto para o início do mês de maio.
Recorde-se que, em dezembro de 2025, foi celebrado um acordo com a ICEYE, líder global no setor, para a aquisição de um satélite de Radar de Abertura Sintética (SAR) de última geração e um satélite ótico do CEiiA. O satélite SAR oferece capacidades únicas, ao permitir a observação da Terra em todas as condições meteorológicas, de dia e de noite, com elevadas taxas de revisita, contribuindo para uma monitorização persistente e fiável.
Com a aproximação do lançamento, este projeto representa, mais do que nunca, um marco significativo no reforço das capacidades nacionais de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) a partir do espaço.
Decorrido pouco mais de um mês após o lançamento do primeiro satélite SAR da Constelação do Atlântico, que decorreu a 30 de março, o CA-01 – adquirido pelo CTI Aeroespacial – Centro de Tecnologia e Inovação, resultante da parceria entre a Força Aérea, o CEiiA e a GEOSAT –, a constelação será em breve reforçada com a entrada em órbita do segundo satélite SAR, o CA-02.
Esta constelação, no futuro, contará com um total de 26 satélites (12 SAR e 14 óticos) capazes de fornecer imagens de alta e muito alta resolução, com revisita intradiária, permitindo uma observação contínua e detalhada do planeta a partir do espaço.
Este lançamento irá assinalar mais um passo importante para Portugal, com a Força Aérea a consolidar a aposta numa nova dimensão da observação da Terra a partir do espaço, dando continuidade ao percurso iniciado com o lançamento do primeiro satélite.
A aposta no domínio espacial insere-se numa estratégia mais ampla de desenvolvimento de novas capacidades aéreas e espaciais, assente em parcerias com a indústria e o sistema científico e tecnológico nacional. Este conjunto de projetos permite à Força Aérea acompanhar a evolução tecnológica e responder aos desafios emergentes, ao posicionar-se na linha da frente da inovação e contribuindo para a afirmação de Portugal no quinto domínio, o Espaço.