Decorreu ontem, sábado, dia 25 de abril, pelas 10h30, no grande auditório do Centro de Artes e Espectáculos, a sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM), comemorativa do 52º aniversário do 25 de Abril, na qual o presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, e todo o executivo municipal marcou presença.
A sessão, foi precedida pela revista à Guarda de Honra do Corpo de Bombeiros Sapadores e dos Voluntários da Figueira da Foz, e pelo do hastear da bandeira nacional ao som do hino nacional interpretado pela Filarmónica da Sociedade Musical Recreativa do Alqueidão (FSMRA).
De seguida teve lugar o período de intervenções, tendo a presidente da Assembleia Municipal em exercício, Margarida Pinto Cunha dado a palavra ao orador convidado. O professor e historiador Miguel Cardina agradeceu o convite e começou por defender que existe uma diferença entre neutralidade e objetividade.
“A objetividade é a bússola intelectual que nos permite avançar com o conhecimento. Ser neutro é fingir que não se tem posição”, referiu, asseverando que “ninguém é neutro em relação ao 25 de Abril, mesmo que tanto continue, ainda hoje, por cumprir.”
“Somos aquilo que escolhemos herdar, quer tenhamos estado num local concreto, ou em local nenhum. Carregamos a responsabilidade de confrontar o presente que temos e o futuro que queremos, a partir do legado dessa rotura democrática”,
defendeu Miguel Cardina.
“O 25 de Abril é mais do que uma data que devemos celebrar num dia certo, a horas certas. É a marca genética da nossa democracia”, disse Miguel Carreira, para quem a “a herança do 25 de Abril é a inspiração maior que temos para construir uma democracia melhor”. “O 25 de Abril é uma herança viva”, concluiu.