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Falta de civismo pode levar ao fecho do espaço de deposição de monos em Barcouço

A falta de civismo na utilização do espaço destinado à deposição de monos em Barcouço poderá levar ao encerramento do local. A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal da Mealhada admitem essa possibilidade devido à dificuldade em controlar as descargas irregulares de resíduos, muitas delas realizadas por pessoas e empresas que não pertencem ao concelho.

O presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, explicou numa reunião do executivo que estes espaços foram criados com o objetivo de evitar que móveis velhos e outros objetos de grandes dimensões fossem abandonados na via pública. No entanto, a realidade acabou por ser diferente em alguns locais.

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Segundo o autarca, embora na Pampilhosa tenha sido possível encontrar uma solução para controlar o problema, em Barcouço e na Antes continuam a verificar-se situações de deposição indevida de resíduos. “Há quem aproveite o espaço para deixar todo o tipo de lixo, muitas vezes vindo de fora do concelho”, afirmou.

Perante o aumento de descargas e a incapacidade do município em recolher tudo o que ali é deixado, o fecho destes pontos está a ser ponderado. Além da sobrecarga de trabalho, a autarquia acaba também por suportar custos adicionais no encaminhamento de resíduos que não foram produzidos no concelho.

A Câmara recorda que existe um serviço gratuito de recolha de monos ao domicílio, disponível duas vezes por mês, mediante marcação prévia. Neste serviço, os trabalhadores municipais deslocam-se às habitações para recolher os objetos e encaminhá-los corretamente.

Também João Cidra Duarte, vereador eleito pelo Partido Socialista e antigo presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, considera que a situação no local se tornou insustentável. Segundo afirmou, o espaço encontra-se num estado degradado e revela falta de civismo por parte de quem o utiliza.

Já a atual presidente da Junta de Freguesia, Natividade Lourenço, referiu recentemente que o problema se agravou com a utilização do espaço por pessoas e empresas de fora da freguesia. De acordo com a autarca, têm sido identificadas descargas provenientes de localidades como Coimbra e Figueira da Foz, onde resíduos de grandes dimensões são deixados no local em vez de serem encaminhados para os destinos adequados.

Face a esta realidade, as autarquias admitem que o encerramento do espaço possa vir a ser a única forma de travar o problema.

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