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Tensão no Médio Oriente faz disparar preço do petróleo e ameaça combustíveis mais caros

A escalada do conflito no Médio Oriente está a provocar nova instabilidade no mercado energético mundial, com impactos diretos no preço do petróleo e dos combustíveis.

Três navios petroleiros ficaram em chamas após um ataque do Irão na costa sul do Iraque, situação que levou à suspensão das operações em portos petrolíferos da região. Os ataques terão ainda atingido depósitos de combustível no Bahrein, agravando a instabilidade no tráfego marítimo numa das zonas mais estratégicas para o abastecimento global de petróleo.

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O impacto total destes acontecimentos ainda é difícil de calcular. A Agência Internacional de Energia já alertou, no entanto, para o risco de uma crise sem precedentes no mercado petrolífero mundial.

Apesar das tentativas de estabilização, incluindo a libertação de reservas estratégicas — iniciativa na qual Portugal também participa — o preço do petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares por barril.

O antigo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou que a subida poderá ser temporária. “Voltaremos à normalidade em pouco tempo. Os preços vão descer substancialmente. O preço do petróleo é uma questão de guerra que acontece… é quase impossível prever”, afirmou.

Por outro lado, autoridades do Irão admitem que o mercado poderá enfrentar valores ainda mais elevados, defendendo que o mundo deve preparar-se para um cenário em que o barril possa atingir os 200 dólares.

Os efeitos da tensão internacional já se refletem nas previsões para os combustíveis em Portugal. Com base no fecho dos mercados na quarta-feira, o preço do gasóleo poderá aumentar cerca de oito cêntimos por litro na próxima semana, enquanto a gasolina poderá subir cerca de 8,5 cêntimos.

A Maria da Graça Carvalho sublinhou que o Governo não fixa diretamente os preços dos combustíveis. “Não é o Governo que decide qual é o valor. O Governo pode decidir depois, na questão dos descontos do ISP, como tem feito”, afirmou.

Ainda assim, os valores finais poderão sofrer alterações até ao final da semana, refletindo a volatilidade dos mercados num contexto marcado por um conflito com repercussões à escala global.

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