A precipitação registada na bacia hidrográfica do Rio Mondego e nas sub-bacias dos seus principais afluentes, os rios Ceira, Alva e Arunca, provocou um aumento significativo dos níveis hidrométricos e dos caudais destes cursos de água.
De acordo com a previsão meteorológica para a Bacia do Mondego e respetivos afluentes, a situação deverá manter-se nas próximas horas e dias, sendo expectável a continuidade de caudais elevados, com possível impacto em zonas historicamente vulneráveis dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho.
Apesar da subida dos níveis de água, não se registam, até ao momento, ocorrências relevantes, encontrando-se, no entanto, implementada uma situação de vigilância reforçada, em particular nos rios Mondego, Ceira e Arunca.
Segundo a informação disponibilizada, a atual situação meteorológica poderá originar inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas mais suscetíveis ao longo do Mondego e dos seus afluentes, devido à acumulação de águas pluviais e à eventual obstrução dos sistemas de drenagem. Estão também previstas cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca, bem como cheias progressivas no leito do Rio Mondego, com possibilidade de transbordo em zonas baixas.
Entre os efeitos expectáveis contam-se ainda a instabilidade de vertentes, com ocorrência de deslizamentos e derrocadas, o arrastamento de objetos soltos para as vias rodoviárias, o desprendimento de estruturas móveis ou mal fixadas, além de piso escorregadio e formação de lençóis de água.
Face a este cenário, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recomenda à população a retirada de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas normalmente inundáveis junto aos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca, bem como a salvaguarda de animais. É igualmente aconselhado que não sejam atravessadas estradas ou zonas submersas, a pé ou de viatura, e que sejam evitadas atividades próximas de linhas de água.
O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, serviços municipais e restantes agentes de proteção civil, continuará a acompanhar a situação e a atualizar a informação sempre que necessário.