A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, garantiu que o INEM e a Cruz Vermelha vão manter-se na cidade, sublinhando o compromisso do município em assegurar as condições necessárias para que estas entidades continuem a prestar um serviço essencial à população.
“Quero deixar uma palavra aos conimbricenses, à região, mas também ao Governo, que de Coimbra o INEM não sai, que de Coimbra a Cruz Vermelha também não sai”, afirmou a autarca aos jornalistas, durante a inauguração das novas instalações do Comando Sub-Regional da Proteção Civil. Ana Abrunhosa assegurou ainda que a Câmara Municipal continuará a garantir “todas as condições para que os seus profissionais prestem um serviço essencial, também com boas condições de trabalho”.
A presidente da Câmara defendeu igualmente a necessidade de reforçar os meios aéreos da proteção civil em Coimbra, considerando fundamental que estes recursos estejam disponíveis de forma atempada e com melhores condições operacionais. Nesse âmbito, destacou a importância do aeródromo municipal, onde se concentra a componente aérea da proteção civil.
Segundo Ana Abrunhosa, estão previstos investimentos de requalificação no aeródromo, essenciais para manter a certificação e permitir operações noturnas. A autarca revelou ainda a intenção de desenvolver um polo tecnológico ligado à aeronáutica, em articulação com instituições de ensino superior e com empresas já instaladas. “O aeródromo é uma componente essencial num projeto de um polo tecnológico ligado à aeronáutica”, afirmou, salientando a localização privilegiada da infraestrutura e o seu potencial estratégico.
Apesar de defender o reforço destas valências em Coimbra, a autarca sublinhou a importância de uma lógica de equilíbrio territorial. “Não queremos as coisas em Coimbra só porque sim”, referiu, acrescentando que a proteção civil funciona em rede e depende da articulação entre diferentes territórios e entidades.
A inauguração das novas instalações do Comando Sub-Regional da Proteção Civil marcou também um reforço das condições de trabalho dos profissionais que operam na região de Coimbra, abrangendo 19 concelhos. Ana Abrunhosa destacou que se trata de instalações maiores, melhor localizadas e com melhores acessibilidades, permitindo uma coordenação mais eficaz entre a Proteção Civil, os municípios, os bombeiros, o INEM e a Cruz Vermelha.
A autarca salientou ainda que o novo centro de comando está dotado de tecnologia que permite a deteção atempada de situações de risco, nomeadamente incêndios, recorrendo a sistemas de monitorização e inteligência artificial. “Tudo isto se traduz numa resposta mais célere, em mais resiliência, em melhor prevenção, e quem beneficia são as pessoas”, concluiu.