O mau tempo voltou a marcar o dia em Portugal continental, com 815 ocorrências registadas entre a meia-noite e as 18h00 deste sábado. A maioria dos incidentes esteve relacionada com inundações, que afetaram sobretudo a Área Metropolitana do Porto, seguida pelo Algarve e pela região de Aveiro.
As situações de inundação representaram mais de metade das ocorrências, às quais se somaram episódios de limpeza de vias, queda de árvores, colapso de estruturas e movimentos de massa, como deslizamentos de terras. No terreno estiveram mobilizados mais de dois mil operacionais e perto de um milhar de meios terrestres.
O Algarve foi novamente uma das zonas mais atingidas, registando uma vítima mortal e dezenas de feridos devido a rajadas de vento particularmente intensas. Entre os feridos contam-se pessoas atingidas pela queda do teto de um restaurante em Albufeira e outras afetadas no parque de campismo do mesmo concelho.
Num balanço mais amplo, que abrange o período desde quarta-feira, as ocorrências ultrapassam as 3.700, concentrando-se sobretudo na Península de Setúbal, Grande Lisboa e Algarve. As inundações continuam a ser o tipo de incidente mais frequente, seguidas das quedas de árvores e de estruturas.
O mau tempo provocou ainda deslocamentos de várias famílias em concelhos dos distritos de Santarém, Setúbal e Leiria, devido a situações de risco associadas à chuva persistente e ao vento forte.
As previsões do instituto meteorológico apontam para um abrandamento gradual da instabilidade atmosférica, embora vários distritos se mantenham sob aviso laranja devido à chuva intensa. Toda a faixa litoral permanece sob aviso amarelo por agitação marítima.
As autoridades reforçam o apelo à adoção de comportamentos preventivos, sobretudo nas zonas mais expostas a cheias rápidas, queda de árvores e danos provocados por vento forte.