O Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, já realizou 9.595 atendimentos desde a abertura, em fevereiro de 2025, reforçando a resposta não só à população do concelho, mas também dos municípios vizinhos de Coimbra, Lousã e Penela. Os dados, enviados pela Fundação ADFP à Beira Digital TV, destacam o crescimento do hospital e os projetos em curso, incluindo a futura abertura do bloco operatório.
Segundo o documento, o Centro de Atendimento Clínico (CAC) realizou 1.818 atendimentos, tornando-se “um verdadeiro pilar de apoio à comunidade”, apesar do horário reduzido. A procura direta pela população evidencia “que este serviço responde a uma necessidade real da região, assegurando proximidade, rapidez e confiança nos cuidados de saúde”.
No total, foram registados 13.000 atos médicos e complementares, com destaque para:
- Análises Clínicas: 1.860 pessoas atendidas.
- Imagiologia: 3.770 exames, incluindo 1.172 ecografias, 1.646 RX e 618 TAC.
- Cardiologia: 2.125 atos, com 937 ECGs e 379 ecocardiogramas.
- Gastroenterologia: 378 exames, entre colonoscopias e endoscopias.
- Outras especialidades: mais de 262 consultas em pediatria, psiquiatria, urologia, cirurgia geral, ginecologia, oftalmologia, ORL, ortopedia, pneumologia e neurocirurgia.
- Terapia da Fala: 501 atos;
- Psicologia/Hipnoterapia: 56 consultas.
“Queremos poder assinar acordo de cooperação com o SNS / ULS de Coimbra para podermos contribuir para reduzir as listas de espera nas cirurgias e nas consultas de especialidades hospitalares”, refere a Fundação ADFP.
O hospital está a implementar novos serviços, como audiologia e fisioterapia pélvica, e prepara a ala de cuidados paliativos. Destaca-se ainda o futuro bloco operatório, que permitirá realizar cirurgias em regime de ambulatório nas áreas de ortopedia, otorrinolaringologia, neurocirurgia, oftalmologia e ginecologia.
Com esta nova fase, “o hospital concretiza a abertura de todas as áreas para que foi idealizado”, refere o documento, acrescentando que a Fundação “tentará melhorar e aumentar a capacidade de resposta nos diferentes sectores, nomeadamente na área da Imagiologia e Gastroenterologia”.
A instituição estuda ainda a extensão do horário do CAC ou a criação de um serviço de urgência alargado (08h–24h), para reforçar o apoio às populações de Miranda e concelhos limítrofes.
“A Fundação sonha conseguir um hospital com capacidade de resposta mais completa, acessível e humanizada às necessidades da comunidade”, conclui.