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Incêndio em Arganil propaga-se à Pampilhosa da Serra e agrava situação no Centro do país

O incêndio que deflagrou na aldeia do Piódão, no concelho de Arganil, continua a ser o mais preocupante entre os quatro grandes fogos ativos esta terça-feira em Portugal continental. O fogo já destruiu grande parte do território de Arganil e alastrou-se ao distrito de Castelo Branco, onde levou à ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, afetando também o concelho da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.

Na Pampilhosa da Serra, a situação é descrita como complicada, com frentes ativas que estão a desafiar os meios no terreno. As características do relevo, a vegetação densa e o vento forte têm dificultado o combate às chamas, que ameaçam várias localidades da zona serrana.

Ao início da manhã, estavam mobilizados cerca de 2.300 operacionais para os quatro incêndios principais. Só o fogo que teve origem em Arganil contava com aproximadamente 1.500 bombeiros, concentrando o maior número de meios de combate, entre operacionais, veículos e apoio aéreo.

Além do incêndio que atinge Arganil, Pampilhosa da Serra e agora também partes da Serra da Gardunha, em Castelo Branco, continuam ativos fogos nos concelhos do Sabugal, Montalegre e Mirandela. No Sabugal, o incêndio lavra desde sexta-feira e mobiliza quase 400 operacionais. Em Mirandela, combatem-se as chamas com cerca de 340 bombeiros, enquanto em Montalegre estão envolvidos perto de 170.

Face à dimensão dos fogos e à dificuldade no combate, Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Dois aviões Fireboss enviados pela Suécia deverão entrar em operação nas próximas horas para reforçar os meios aéreos.

Portugal já ultrapassou os 216 mil hectares de área ardida em 2025 — mais do que quatro vezes a média registada entre 2004 e 2006 neste mesmo período. O país lidera, neste momento, a lista dos Estados europeus mais afetados por incêndios florestais, seguido do Chipre.

Mais de 80 concelhos continuam hoje sob perigo máximo de incêndio, abrangendo os distritos de Coimbra, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro. O IPMA mantém ainda vários concelhos do interior Norte, Centro e Algarve em risco muito elevado.

Apesar das dificuldades, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê um desagravamento gradual do risco nos próximos dias. A situação de alerta decretada pelo Governo foi prolongada até às 24h00 desta terça-feira.

Os incêndios das últimas semanas provocaram já dois mortos — um deles um bombeiro — e vários feridos, embora a maioria sem gravidade.

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