A Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL) reagiu aos incêndios que atingiram a serra nos últimos dias, classificando-os como “uma das maiores catástrofes da sua história recente” e exigindo medidas urgentes para a reconstrução do território.
Num comunicado enviado à Beira Digital TV, a AESL alerta que “o fogo destruiu parte significativa do território, afetando gravemente o pulmão da região, a sua atratividade natural e a base de muitos negócios locais que dependem diretamente da serra”.
A associação defende que o Estado Central deve vir de imediato ao terreno, para ouvir populações, empresários e entidades locais, garantindo que “a estratégia de reconstrução seja orientada por quem conhece a realidade do território”.
A AESL considera “fundamental que sejam canalizados para a região fundos do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e do Portugal 2030, de forma urgente e criteriosa”, para apoiar não só a recuperação ambiental, mas também a revitalização do tecido empresarial, lembrando que “muitos negócios dependem da atratividade do território e, sem medidas rápidas e eficazes, correm o risco de não resistir”.
No mesmo comunicado, a associação empresarial manifesta ainda “total disponibilidade para integrar grupos de trabalho e participar ativamente em todas as reuniões sobre este tema, defendendo sempre uma reconstrução com sentido, visão de futuro e sustentada na experiência de quem vive e trabalha diariamente neste território”.