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Vídeo | Poiares homenageia pilotos falecidos na Serra do Carvalho com “Asas no Silêncio”

O Município de Vila Nova de Poiares assinalou, este fim de semana, os 70 anos do trágico acidente aéreo ocorrido em 1955 na Serra do Carvalho, que tirou a vida a oito jovens pilotos da Força Aérea Portuguesa. Para assinalar estas sete décadas, a autarquia ergueu um memorial em homenagem.

As comemorações começaram no sábado, 12 de julho, com a inauguração de uma exposição dedicada à história e missão da Força Aérea, patente no Centro Cultural de Poiares até ao final do mês.

O ponto alto do programa foi o concerto da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, que encheu a Alameda de Santo André. O espetáculo contou com cerca de 150 músicos em palco, incluindo a participação especial da Filarmónica Fraternidade Poiarense.

Em declarações à Beira Digital TV, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, considerou que se tratou de um momento “de excepcional beleza” e sublinhou que o concerto “correspondeu plenamente às expectativas”, tendo reunido largas centenas de pessoas.

As cerimónias prosseguiram este domingo com a Missa Campal junto ao Cruzeiro na Serra do Carvalho e a inauguração de um monumento de homenagem aos pilotos falecidos, numa iniciativa que contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Cartaxo Alves.

À Beira Digital, o General Cartaxo Alves destacou que “a Força Aérea tem uma característica muito vincada: preservar a memória”.

Sublinhou que “é com os momentos menos bons que aprendemos e conseguimos construir um futuro melhor” e que este dia simboliza “o dever de memória” para com todos os que serviram e construíram a história da instituição. O General frisou ainda o papel da Força Aérea na actualidade, lembrando que “não é apenas uma vertente estritamente militar”, dado que no último ano foram salvas “840 pessoas em operações de busca, salvamento e transporte aeromédico”.

Um dos momentos mais simbólicos foi a inauguração de um novo memorial de homenagem aos oito pilotos falecidos, um espaço requalificado pelo município que, segundo João Miguel Henriques, “foi melhorado e dignificado nos últimos dias” e que “está muito bonito, como se comprova pelo feedback positivo que temos recebido da população”.

Para o autarca, “o grande significado [desta data] é que temos memória e respeito por aquilo que aqui aconteceu. Foi o maior acidente aéreo ocorrido no mundo fora de teatro de guerra, marcou profundamente a história da Força Aérea e também do nosso concelho”, afirmou João Miguel Henriques.

O autarca realçou que “há pessoas que ainda se lembram daquilo que aconteceu há 70 anos” e que estas homenagens “devem continuar a ser perpetuadas”, envolvendo a comunidade local e os antigos militares.

O programa comemorativo encerrou com um almoço de confraternização, sublinhando a união simbólica entre Vila Nova de Poiares e a Força Aérea Portuguesa, que perdura há sete décadas.

Recorde-se que o acidente aconteceu, no dia 1 de julho de 1955, durante os festejos do Dia da Força Aérea, quando oito dos doze aviões que compunham a formação, comandada pelo Capitão Rangel Lima, se despenharam em plena serra, naquele que é considerado o maior acidente aéreo ocorrido no mundo fora de teatro de guerra.

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