O risco de incêndio rural continua a aumentar em Portugal Continental, com cerca de 30 concelhos dos distritos de Faro, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre em perigo máximo esta quarta-feira, 23 de julho, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Para os próximos dias, o IPMA prevê um agravamento generalizado deste risco, impulsionado por temperaturas elevadas e condições atmosféricas desfavoráveis.
Além destes concelhos em perigo máximo, várias dezenas de municípios apresentam já risco muito elevado de incêndio, abrangendo diferentes zonas do país, especialmente no interior norte e centro e Algarve. Entre os concelhos nesta categoria estão vários do distrito de Coimbra, como Arganil, Góis, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Soure e Tábua.
O risco de incêndio, calculado pelo IPMA, é classificado em cinco níveis: reduzido, moderado, elevado, muito elevado e máximo. Esta avaliação resulta da análise de vários fatores meteorológicos, como a temperatura do ar, a humidade relativa, a intensidade do vento e a precipitação nas últimas 24 horas.
Para os próximos dias, está prevista uma subida acentuada das temperaturas, podendo ultrapassar os 40°C em regiões do interior. As temperaturas mínimas também deverão manter-se elevadas, acima dos 20°C em muitos locais, sobretudo no sul, Vale do Tejo e Beira Baixa. Hoje, as temperaturas mínimas variam entre os 11°C na Guarda e os 20°C em Faro, enquanto as máximas oscilam entre os 23°C (Leiria, Aveiro, Porto e Braga) e os 34°C (Castelo Branco).
O IPMA prevê ainda para hoje céu pouco nublado ou limpo, vento moderado de norte/noroeste, soprando por vezes forte nas faixas costeiras e terras altas, com rajadas até 70 km/h, bem como uma pequena subida das temperaturas mínimas no norte e centro e descida das máximas no centro e sul.
Em dias de risco muito elevado ou máximo, é proibido fazer queimadas, e nos restantes níveis essa prática só é permitida mediante autorização do município. A realização de queimadas, tanto em áreas rurais como urbanas, deve ser previamente registada na aplicação oficial, sendo esse registo obrigatório.
As autoridades apelam à vigilância da população e ao cumprimento rigoroso das normas de segurança, sublinhando que qualquer negligência pode ter consequências graves numa altura em que as condições para a propagação de incêndios são extremamente favoráveis.
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