Vila Nova de Poiares assinalou, esta terça-feira, o Feriado Municipal, numa cerimónia que reuniu autarcas, representantes institucionais e membros da comunidade, marcada pelo reconhecimento público, pela presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e por intervenções centradas no futuro do concelho, nas acessibilidades e na proteção civil.
À margem da sessão solene, o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves, sublinhou o significado da data para o concelho e para os poiarenses, defendendo que o Feriado Municipal é, acima de tudo, um momento de proximidade. “A importância do 13 de Janeiro é reconhecer, acima de tudo, reconhecer as pessoas e mostrarmos a proximidade que temos com elas”, afirmou. O autarca destacou ainda a relevância da proteção civil num território fortemente marcado pela floresta, sublinhando que esta área assume “um papel importante e preponderante para que possamos proteger os nossos bens e pessoas”.
Questionado sobre os primeiros meses de mandato, Nuno Neves mostrou-se prudente quanto a promessas, lembrando as limitações financeiras do município. “Eu não posso prometer muito, até porque o orçamento é curto, é limitado. Estamos aqui numa fase de aprendizagem e estamos a ajustar-nos”, referiu. Ainda assim, assumiu como prioridade a conclusão da obra de requalificação da piscina municipal, considerando tratar-se de “um investimento para Vila Nova de Poiares e para melhorar a qualidade de vida dos poiarenses”.
No plano pessoal, o presidente da Câmara descreveu como “inexplicável” o sentimento de presidir, pela primeira vez, à sessão solene do Feriado Municipal enquanto líder do executivo. Recordando a transição do cargo de presidente de junta para presidente da Câmara, admitiu que só recentemente sentiu plenamente o peso da função. “Senti o peso de 200 pessoas à minha volta e eu sou responsável por elas e pelos interesses, em defesa dos interesses da minha terra e território”, confessou.
O futuro do concelho esteve também no centro das declarações do autarca, que defendeu a necessidade de entendimento político como condição essencial para o desenvolvimento. “Acima de tudo que haja entendimento das forças partidárias e que haja união”, afirmou, apontando ainda a criação de emprego e as acessibilidades como pilares estratégicos. Sobre este último tema, considerou que as acessibilidades são “importantíssimas” e “fulcrais” para atrair investimento, reconhecendo que, apesar de existirem, “não são as ideais” e que o município está a lutar por melhores ligações.
A questão do IP3 voltou a ser abordada, tendo sido defendido que o traçado atualmente apontado, embora não seja o ideal, representa uma melhoria face à situação existente. Foi sublinhado que a ligação passará a alguns quilómetros da vila, podendo funcionar como um fator de dinamização, ao permitir que os condutores atravessem o concelho para aceder ao IP3, assumindo-se como um possível motor de desenvolvimento.
A cerimónia ficou ainda marcada pela entrega de equipamentos de proteção individual aos bombeiros, integrada num investimento mais alargado na região de Coimbra. O Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, destacou que este tipo de investimento deve ser contínuo. “Este investimento é um investimento que deve ser dinâmico”, afirmou, elogiando o aproveitamento de fundos comunitários canalizados para a proteção civil na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
O governante sublinhou também a responsabilidade acrescida dos autarcas nesta área, lembrando que são os responsáveis máximos da proteção civil nos seus concelhos. Reconhecendo as limitações financeiras dos municípios, Rui Rocha salientou a importância da aposta que continua a ser feita. Referiu ainda a necessidade de otimizar recursos, defendendo uma maior articulação entre Governo, autarquias e entidades que sustentam os corpos de bombeiros, através de modelos de cooperação e contratos-programa que permitam uma gestão mais eficiente.
Nos discursos institucionais, a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, destacou a unidade entre os municípios da região e o simbolismo do reconhecimento público da comunidade, sublinhando a entrega dos equipamentos como um investimento na segurança dos bombeiros. “É um investimento da sua segurança, reconhecendo que para cuidarem dos cidadãos precisam de estar devidamente protegidos”, afirmou, reiterando o compromisso da CIM com o desenvolvimento de Vila Nova de Poiares e da região.
Já o presidente da Assembleia Municipal, Vítor Silva, centrou a sua intervenção no passado, no presente e no futuro do concelho, defendendo que o exercício de cargos públicos implica um compromisso claro com o serviço à comunidade. “Estar na política e exercer funções públicas é, acima de tudo, servir a comunidade”, afirmou, alertando para a centralidade das acessibilidades no desenvolvimento económico e social de Vila Nova de Poiares, tema que classificou como absolutamente fulcral para o futuro do concelho.