O Município de Tábua apresentou sete novos “Condomínios de Aldeia” que começam a ser implementados já na próxima semana, com um investimento de 314.331 euros e intervenção em 79,42 hectares. A iniciativa visa aumentar a resiliência dos territórios face aos incêndios rurais e integra o plano local de gestão florestal. Os trabalhos no terreno deverão arrancar já na próxima semana.
Os novos condomínios, distribuídos por cinco freguesias, são:
- Covas (UF Covas e Vila Nova de Oliveirinha) – 16 ha | 49.000 €
- Mancelos-Barrosa (Tábua) – 12,5 ha | 49.900 €
- Santo Amaro (Midões) – 14 ha | 48.400 €
- Santo Antão (UF Espariz e Sinde) – 10 ha | 49.700 €
- Vale de Ovelha (Carapinha) – 7 ha | 33.800 €
- Vale de Gaios (Midões) – 3 ha | 49.500 €
- Vila do Mato (Midões) – 6 ha | 33.000 €
“As intervenções são um passo fundamental para proteger vidas, bens e património natural”, afirmou António Oliveira, vice-presidente da Câmara. Sobre o caso particular da aldeia de Val de Ovelha, destacou: “É um caso emblemático. Já esteve cercada por incêndios, com população e operacionais em risco. A intervenção aqui é absolutamente vital.”
O presidente da Câmara, Ricardo Cruz, disse à Beira Digital TV que o objetivo é claro: “Tornar os territórios mais resilientes e efetivamente haver uma prevenção ainda maior para o combate aos incêndios.”
Na apresentação, o vice-presidente sublinhou o envolvimento de vários parceiros na concretização do projeto: “Este é um trabalho de equipa. Os serviços técnicos do município, os presidentes de Junta, os proprietários – todos têm sido extraordinários. O investimento é 100% financiado, mas o empenho é 100% nosso.”
Com os novos projetos, o concelho passa a contar com dez condomínios ativos, juntando-se aos de Fontão, Senhor da Serra e São João da Boavista. “Estamos a falar de 186 hectares definidos de intervenção, com mais de 400 mil euros para atuar na defesa dos territórios e das aldeias”, referiu o autarca.
O edil sublinhou a importância da mobilização local: “Uma palavra de apreço à articulação entre o Município, a Proteção Civil, os bombeiros e, sobretudo, os proprietários dos terrenos, que permitem que este projeto seja concretizado.”
Além dos condomínios, o município aposta em reflorestação, duplicação das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e criação de dois parques de biomassa. “Temos que somar a responsabilidade de cada um de nós, enquanto proprietários. Mesmo fora dos condomínios, temos o dever de manter os terrenos limpos”, acrescentou Ricardo Cruz.
Entrevista a Ricardo Cruz, presidente da Câmara de Tábua