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Vídeo | Sabor e tradição marcam presença na Mostra Nacional de Doçaria Conventual de Lorvão

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Penacova volta a ser palco da tradição doceira portuguesa com a 4.ª edição da Mostra Nacional de Doçaria Conventual de Lorvão, que decorre este fim de semana, dias 4 e 5 de outubro, no histórico Mosteiro de Lorvão. O evento reúne duas dezenas de doceiros do país e integra também um vasto programa cultural.

Vinda diretamente de Lamego, Anabela Pereira participa pela primeira vez na Mostra e destaca o acolhimento e a qualidade do certame.

“Estamos muito satisfeitas por estar aqui. É uma Mostra muito bem organizada, num espaço acolhedor e cativante. Ficamos felizes por ter aceite o convite”, afirmou.

A doceira trouxe consigo alguns dos sabores mais emblemáticos da região. “Temos margadinhos de chila e noz, os lamegos — um creme de amêndoa —, os barquinhos de Santa Clara queimados com vinho do Porto e os lusitanos com ovos moles e amêndoa. São doces conventuais, mas com um toque nosso, menos açucarados”, explicou Anabela Pereira, acrescentando que “os peixinhos de chila são todos feitos à mão, dão muito trabalho, mas valem a pena”.

Também presente na mostra está Cristina Marques Mendes, de Penacova, que representa a tradição doceira local.

“Trouxemos um bocadinho da doçaria conventual de Lorvão, feita de forma artesanal, caseira, com as receitas originais do Mosteiro”, referiu.

Entre as iguarias expostas destacam-se “os palermos cobertos, o pastel de Lorvão, os palitos, ginetos, súplicas, tolos, a botelhada e a marmelada”. Cristina confessa que “os mais procurados continuam a ser a nevada e o pastel, que são os mais conhecidos”.

A doceira sublinha ainda a importância de preservar as tradições: “Se não continuarmos a seguir as receitas antigas, quem é que vai seguir? Alguém tem de pegar nestas tradições”, afirmou.

Para o presidente da Câmara Municipal de Penacova, Álvaro Coimbra, o evento “é fundamental para valorizar o património e identidade local”.

“Estamos nos claustros de um monumento nacional que precisa de ser valorizado. Estas iniciativas ajudam a dar a conhecer o Mosteiro e a sua história, associando-lhe a gastronomia conventual que aqui nasceu”, destacou.

O autarca frisou que o crescimento do evento “tem sido sustentável”, com os expositores a regressarem ano após ano.

“Temos doceiros de todo o país, exceto do Algarve. Muitos acabam por esgotar o stock logo ao segundo dia, o que mostra o sucesso da Mostra”, adiantou.

A programação inclui concertos, recriações históricas e workshops dedicados à inovação na doçaria conventual. O ponto alto será o concerto de encerramento de Rui Massena, no domingo, dia 5, às 18h30. A entrada é gratuita.

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