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Vídeo | Loja do Sr. Falcão celebra 147 anos de história em Miranda do Corvo: “É uma homenagem ao meu pai”

A emblemática Loja do Sr. Falcão, em Miranda do Corvo, assinalou este sábado 147 anos de existência. Fundada em 1878 pelo bisavô da atual proprietária, Filomena Falcão, o espaço mantém viva a memória familiar e a tradição comercial que atravessa gerações.

Filomena, que retomou o negócio em 2008, sublinha o profundo significado deste projeto: “A loja do Sr. Falcão é um projeto sentimental, um projeto cultural, um projeto histórico”, afirma. A mercearia preserva o ambiente de outros tempos, vendendo produtos tradicionais portugueses e marcas antigas que, segundo a proprietária, “nos fazem bem ao corpo e à alma, produtos que nos inspiram memórias dos nossos avós”.

No interior, mantém-se também a antiga taberna, um espaço intimista pensado para a convivência: “Convida as pessoas a estarem ali a falar, a conversar, a ouvir música de fundo”. Com o crescimento da atividade cultural, Filomena decidiu recuperar o “pátio de cima”, onde agora se realizam tertúlias, apresentações de livros e eventos musicais.

O trabalho é feito em família: “O meu irmão, os meus sobrinhos, toda a gente ajuda”. A loja funciona apenas aos sábados, ajustando-se ao ritmo da aldeia. Ainda assim, o projeto tem recebido reconhecimento externo, com nomeações para o Prémio Mercúrio – Lojas com História e, mais recentemente, o Prémio Empreendedor 50+, distinção que Filomena acolheu com orgulho: “Incentiva-nos muito a continuar”.

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A proprietária destaca o impacto emocional que o espaço tem em quem o visita: “Muita gente não conhece o espaço e quando entra aqui fica estupefacta. Só a felicidade que essas pessoas sentem incute-me a mim uma felicidade para continuar”. Para os mais novos, a loja é também um reencontro com memórias familiares: “Dizem: ‘estes produtos eu vi em casa dos meus avós’”.

Quanto ao futuro, Filomena guarda sonhos por concretizar, desde a dinamização do espaço até ideias que, embora reconheça serem difíceis de realizar, continuam a inspirá-la. Recorda, por exemplo, o desejo antigo de criar um pequeno restaurante ou até uma comunidade de casinhas de madeira para idosos: “São projetos, e nós somos livres de idealizar coisas, depois podemos ou não conquistá-los”.

Acima de tudo, a Loja do Sr. Falcão é para Filomena uma homenagem ao pai, Joaquim: “Só o facto de permitir a mim própria que todos os anos festejo o aniversário da loja, em homenagem a ele, sinto-me feliz”. Este ano, a celebração coincidiu com a data em que o pai faria 103 anos.

A festa segue, com a família reunida e a comunidade a revisitar um espaço que combina tradição, afetos e história. “Vamos continuar a festa”, conclui Filomena, entre sorrisos e agradecimentos.

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