A Serenata Monumental, momento simbólico e carregado de emoção para a comunidade académica de Coimbra, regressou este ano à Sé Velha, após seis anos de interregno no local histórico. Com uma lotação limitada a quatro mil estudantes, a edição de 2025 foi marcada pela nostalgia, tradição e por um ambiente profundamente comovente.
Carlos Magalhães, presidente da Associação Académica de Coimbra, sublinhou a importância do regresso ao espaço original: “Certamente, Serenata Monumental só há uma, e é na Sé Velha. Esta é uma grande vitória para toda a Academia, um momento para garantir que a festa começa onde deve continuar nos próximos anos, quiçá sempre.” O responsável reconheceu, no entanto, que os constrangimentos de espaço impuseram limitações que obrigaram a repensar o formato. “Não temos ainda as melhores condições, mas o primeiro passo está dado. Vamos trabalhar para alargar o recinto no futuro”, afirmou.
A organização da Queima das Fitas, nas palavras de Carlos Míssel, classificou o evento como um “teste”, com o objetivo de “proporcionar eventos cada vez mais seguros”. Segundo o responsável, a aceitação dos estudantes ao limite de participantes não foi unânime, mas necessária: “Gostaríamos de ter mais estudantes, mas é o possível dentro das condicionantes do local.”
Para garantir que ninguém ficava de fora, foram instalados ecrãs na Porta Férrea e disponibilizadas transmissões online. A medida foi bem recebida por muitos, ainda que não substitua a experiência presencial. “É diferente. Não há as mesmas emoções com as telas”, lamentou uma finalista de Relações Internacionais.
A emoção esteve bem presente nos testemunhos dos estudantes. Rui Lima, finalista de Física, descreveu a Serenata como uma “sensação incrível”, sobretudo por coincidir com o seu último ano na cidade. “Foram quatro horas na fila, mas valeu a pena”, comentou, embora tenha reconhecido que muitos colegas não tiveram a mesma sorte.
Para Sara, finalista de Medicina, a noite tem um peso emocional adicional: “Foram seis anos de muito trabalho. Vai ser um momento muito bonito e emocionante.” Apesar das dificuldades em garantir o acesso à Sé Velha, a estudante afirmou que o mais importante é “estar com os nossos”.
Outros estudantes optaram por assistir à Serenata a partir da Porta Férrea, como um grupo de Antropologia, que valorizou a oportunidade de partilhar o momento com mais colegas. “Escolhemos estar todos juntos, mesmo fora da Sé. A Serenata é sobre isso: estar em família académica”, disse Félix, representante informal do grupo.
O ponto alto da noite será a interpretação da Balada da Despedida, pela voz do Grupo de Fado Última Luz e do Inquietação – Grupo de Canção de Coimbra, num momento que muitos antecipam como “comovente” e “memorável”.
Com a Serenata, arranca oficialmente a Queima das Fitas de 2025. As expectativas são altas e os estudantes esperam dias de festa, celebração e emoção. Como sintetizou um dos participantes: “É o momento de aproveitar o que resta e guardar estas memórias para sempre.”
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