Mais de uma década após o lançamento, “Não Me Toca” continua a ser o hino incontornável de Anselmo Ralph. Na sua atuação na Queima das Fitas de Coimbra, o artista angolano não deixou dúvidas sobre a importância deste tema para si e para o público, que o aclamou em uníssono durante o concerto.
“Ainda continua”, afirmou Anselmo Ralph, questionado sobre a força da canção. “Se não cantas no concerto, o pessoal diz: então, faltou algo. Vai-me perseguir, essa música”, confessou, entre sorrisos, assumindo que o tema se tornou obrigatório nos seus espetáculos.
O regresso a Coimbra foi especial. Após um período de pausa na carreira, o artista sublinhou a gratidão que sente pelo carinho do público: “Estar aqui novamente é grato acima de tudo. Ter o público a cantar como o fez, com tanta energia e carinho… não tem como não me sentir grato”.
Durante a atuação, Anselmo dedicou especial atenção aos estudantes africanos presentes — muitos deles oriundos de Angola, Moçambique e Cabo Verde —, referindo-se ao concerto como um “sabor de casa, fora de casa”. Sublinhou ainda a importância de os jovens tirarem o melhor partido da experiência académica: “Não venham aqui para brincar, venham mesmo para estudar”.
Com novas músicas a caminho — “cinco agora, mais cinco em junho” — Anselmo Ralph prepara um regresso em força, prometendo lançar até 25 faixas este ano. “Estamos a criar um novo catálogo e a mostrar ao público que estou de volta, com mais consistência”, adiantou.
Apesar dos anos e das mudanças, a ligação com os fãs mantém-se firme: “Se eu soubesse o segredo, estaria a vender. Só posso agradecer. Talvez comece por respeitar o público”, disse o artista, visivelmente emocionado.
“Não Me Toca”, lançado há 11 anos, continua assim a tocar milhares — como prova viva de que algumas músicas nunca perdem o seu lugar no coração do público.