A 34.ª edição da “A Lousã tem Mel – Feira do Mel e da Castanha” regressou ao Parque Municipal de Exposições Mário Soares este fim de semana, apresentando-se com números reforçados: 125 expositores, oferta ampliada de produtos endógenos e uma forte aposta na cultura e sustentabilidade. A entrada é gratuita.
Organizada pela Câmara Municipal da Lousã, a feira mantém o Mel DOP Serra da Lousã e a castanha como protagonistas, mas abre espaço a uma diversidade crescente de produtores locais e regionais. O presidente da autarquia, Víctor Carvalho, destacou o entusiasmo em torno desta edição.
“As novidades são muitas, desde logo o número interessante de novos expositores. E até o Presidente da Câmara é novo nesta feira”, afirmou, sublinhando que o elevado interesse de participação mostra que “a feira está a ganhar cada vez mais projeção a nível nacional e é uma feira em que vale a pena investir.”
O autarca salientou ainda que, apesar de ser uma feira identitária da Lousã, o evento atrai cada vez mais produtores de vários pontos do país: “Percebemos gente de muito longe, do Alentejo e até de sítios ainda mais distantes. Isso mostra que há renovação, uma nova adesão, e que a feira e o Mel da Serra da Lousã têm futuro.”
As tasquinhas — dinamizadas por juntas de freguesia, clubes e associações — voltam a ser um ponto forte da experiência dos visitantes.
“Esta feira tem também um cariz social, colaborativo. São as associações e freguesias que servem os pratos tradicionais aos visitantes, o que lhe dá uma magia diferente”, referiu Víctor Carvalho.
Este ano, o município reforça a aposta nos artistas da terra. “Vamos querer dar palco não só aos de fora, mas sobretudo aos lousanenses. Temos bons artistas e queremos promovê-los. Esse será o caminho nos próximos anos”, afirmou o edil.
Produtores dão voz à tradição
Entre os expositores, o público encontra desde o mel e a castanha até produtos como dióspiros, nozes, jeropiga e até tremoços.
Ana Bela Moreira e Rui Santos – produtores de tremoço – participam há três anos consecutivos na feira, explicam o processo artesanal que atrai visitantes curiosos: “Começámos desde pequeninos a vender tremoço porta a porta. Aqui é o terceiro ano e tem corrido bem.”.
Júlia e Fátima Bernardo – produtores de castanha, dióspiros e nozes – participam pelo segundo ano consecutivo: “Temos dióspiro, castanha, limões, nozes, jeropiga… tudo colhido por nós.”
Sobre a produção de castanha, garantem que 2025 foi positivo: “Este ano foi um bom ano de castanha. Temos tido bons frutos.”
Sara Simões, produtora de mel, está a participar pelo segundo ano no certame. À Beira Digital TV contou que a produção tem enfrentado desafios: “A produção foi mais baixa do que esperávamos, por causa da vespa asiática e outras doenças. Temos que nos ir aguentando.”
A feira volta a assumir-se como eco-evento, com medidas de redução de impacto ambiental e de melhoria da experiência dos visitantes.
Três dias de música, gastronomia, produtos locais e cultura fazem da Lousã.
