A Unidade de Intervenção Cardiovascular (UNIC) do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra foi pioneira na Península Ibérica na implantação de um sistema de pré-stenting e válvula pulmonar percutânea. Em nota enviada à Beira Digital TV, a ULS revela que o procedimento foi realizado em três doentes com cardiopatia congénita nos dias 12 e 13 de fevereiro.
“O procedimento consiste numa implantação minimamente invasiva, através da veia femoral, de um sistema de substituição da válvula pulmonar. A primeira parte tem como objetivo modificar a região da válvula pulmonar original, através da implantação de um sistema de ancoragem estável, stent metálico, de baixo calibre, que é autoexpansível na posição pulmonar. Desta forma, é possível adaptar a anatomia do doente para permitir a implantação de uma válvula percutânea. De seguida, durante o mesmo procedimento, é implantada uma válvula miniaturizada, biológica, expansível por balão”, afirmou Lino Gonçalves, Diretor do Serviço de Cardiologia.
“O procedimento demora cerca de uma hora e permite alta médica no dia seguinte”, acrescentou. Os doentes operados têm insuficiência grave da válvula pulmonar, como consequência de cardiopatia congénita, mais frequentemente tetralogia de Fallot.
“A longo prazo, a insuficiência da válvula pulmonar provoca sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, dilatação do coração direito, arritmias ventriculares, disfunção sistólica ventricular direita e esquerda. A substituição precoce da válvula pulmonar tem efeitos benéficos ao atrasar e/ou evitar estas consequências”, afirmou o especialista.
“Estes doentes tratados não podiam ser alvo de tratamento percutâneo, apenas tratamento cirúrgico convencional, porque a sua anatomia não permitia uma ancoragem estável de uma prótese percutânea. Portanto, teriam necessidade de ser novamente submetidos a uma esternotomia (incisão no esterno com abertura da cavidade torácica), que além de ser mais invasiva é mais arriscada em termos de complicações do procedimento. Além disso, estes doentes já foram submetidos a pelo menos uma cirurgia cardíaca no passado, pelo que as cirurgias repetidas representam uma agressão significativa e redução na qualidade de vida”, concluiu Lino Gonçalves.
“Estas intervenções, as primeiras deste tipo no país e na Península Ibérica, representam um passo importante na Intervenção Cardiovascular em Portugal e são mais uma evidência da capacidade de inovação do SNS em Coimbra, da nossa equipa e um exemplo da aplicação da nossa missão de prestar cuidados de saúde integrados e centrados nas pessoas”, afirmou Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra.
Os procedimentos foram realizados pelos cardiologistas de intervenção Manuel Santos, Luís Paiva, Patrícia Silva e José Martins; pelas anestesistas Ana Vieira e Cláudia Carreira; e por técnicos e enfermeiros da UNIC, com o apoio do Serviço de Cirurgia Cardíaca da ULS de Coimbra.
A cidade de Viseu acolhe esta sexta-feira, 17 de abril, o primeiro dia de finais…
A vila de Góis volta a acolher uma prova oficial da Federação Portuguesa de Badminton,…
A Câmara Municipal de Coimbra assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no sábado,…
O projeto “Viajar no Tempo – Ferrovia entre o Vouga e o Dão” foi apresentado…
A Comissão Diretiva do Programa Regional do Centro (Centro 2030) ficou completa com a entrada…
O auditório da Biblioteca Municipal de Cantanhede acolhe, este sábado, 18 de abril, às 16h00,…
This website uses cookies.