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ULS de Coimbra regista aumento da procura nas urgências e reforça apelo ao uso do SNS24

Hospital de Coimbra @ULS Coimbra

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra registou 5164 episódios nos serviços de urgência entre 1 e 7 de dezembro de 2025, uma média diária de 738 atendimentos, representando um aumento face à semana anterior, segundo o documento enviado à Beira Digital TV.

Esta elevada procura resultou em 580 internamentos, mantendo uma pressão significativa sobre a capacidade de resposta hospitalar. Nos cuidados de saúde primários realizaram-se 1643 consultas com diagnóstico de infeção respiratória, acima das 1348 da semana anterior e já próximas do limiar de ativação do Nível 2 do Plano de Contingência.

As infeções identificadas incluíram 1018 casos do aparelho respiratório superior, 325 de gripe, 120 de amigdalite, 107 de pneumonia e 94 de bronquiolite, afetando todas as faixas etárias: 647 menores de 18 anos, 403 adultos entre os 19 e os 44 anos, 340 entre os 45 e os 64 e 276 com 65 ou mais anos.

Os Centros de Atendimento Clínico (CAC) realizaram 712 atendimentos, contribuindo para evitar deslocações desnecessárias aos serviços de urgência, enquanto a Linha SNS24 registou 2744 chamadas, das quais 944 resultaram em consultas médicas ou orientações de autocuidado.

A ULS sublinha que o SNS24 permanece “a porta de entrada mais eficaz para aceder à resposta certa, no tempo certo”, permitindo encaminhamento direto para o médico de família ou para atendimento nos CAC, reduzindo tempos de espera e aliviando a pressão sobre as urgências.

Nos serviços hospitalares, os episódios de urgência distribuíram-se por 2956 nos Hospitais da Universidade de Coimbra, 1409 no Hospital Pediátrico, 422 no SUB de Arganil e 377 nas maternidades. O tempo médio de espera para triagem foi de 26 minutos e o tempo até à primeira observação médica fixou-se nos 57 minutos.

Em conformidade com o Plano para a Resposta Sazonal em Saúde — Módulo Inverno 2025/2026, mantém-se o Nível 1 de contingência tanto na urgência geral como nos cuidados de saúde primários, uma vez que os indicadores permanecem dentro dos limites definidos.

Contudo, devido à tendência de agravamento sazonal, está em análise a abertura de camas de enfermaria de contingência para infeções respiratórias, prevista para reforçar a capacidade de internamento sempre que necessário.

A ULS assinala ainda um aumento expressivo da procura entre menores de 18 anos e confirma, através da vigilância laboratorial, que o vírus influenza A é atualmente o predominante. A articulação entre unidades de saúde familiar, CAC e unidades hospitalares tem sido determinante para garantir uma resposta eficiente e integrada num contexto de crescente pressão assistencial.

No que respeita à vacinação sazonal, foram administradas até 7 de dezembro 57 438 vacinas contra a COVID-19 e 98 593 vacinas contra a gripe, com incrementos semanais de 1227 e 2822 doses, respetivamente.

Entre as pessoas com 65 ou mais anos, a cobertura vacinal atinge 42,79% para a COVID-19 e 68,83% para a gripe. As farmácias comunitárias administraram 25 152 vacinas COVID-19 e 43 780 vacinas contra a gripe, enquanto as unidades do SNS asseguraram 32 286 e 54 813 doses, respetivamente.

Os dados apresentam evolução positiva em vários concelhos, nomeadamente Coimbra, Mealhada, Cantanhede e Penela, onde se observam coberturas particularmente elevadas nos grupos mais velhos. Já a vacinação infantil entre os 6 meses e os 2 anos apresenta adesão variável, com alguns concelhos acima dos 45% e outros com valores inferiores, exigindo comunicação mais direcionada às famílias.

Segundo o documento enviado à Beira Digital TV, este esforço vacinal, amplamente distribuído pela rede assistencial, constitui um pilar essencial para reduzir formas graves de doença e aliviar a pressão sobre os serviços de urgência e internamento.

A ULS de Coimbra reforça o apelo à população para a utilização responsável dos serviços de saúde, recomendando o contacto prévio com a linha SNS24 e o recurso aos cuidados primários para situações não urgentes.

A instituição volta igualmente a apelar à vacinação contra a gripe e a COVID-19, bem como à adoção de medidas preventivas como etiqueta respiratória, ventilação de espaços e higienização frequente das mãos, além do uso de máscara conforme as recomendações da Direção-Geral da Saúde.

A ULS agradece ainda o empenho das suas equipas de saúde e a colaboração da comunidade num período marcado por elevada exigência assistencial.

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