Alguns supermercados localizados nas áreas mais atingidas pela depressão Kristin estão a adotar medidas de racionamento de bens essenciais, de forma a garantir que os produtos disponíveis cheguem ao maior número possível de pessoas.
Em Paredes da Vitória, no concelho de Alcobaça, esta gestão tem permitido que ainda exista água engarrafada nas prateleiras, apesar das grandes dificuldades sentidas pela população. Rui Claro, familiar de moradores da zona que se deslocou ao local para prestar apoio, descreve um cenário de grande escassez.
Segundo relatou à SIC, após ter estado na região durante a madrugada do temporal, foi possível constatar a dimensão da destruição. Apesar de alguns acessos já estarem melhores, continuam a faltar serviços básicos, como água, eletricidade e comunicações. Os supermercados começaram apenas agora a reabrir, funcionando exclusivamente com pagamento em numerário e limitando a quantidade de artigos vendidos por pessoa, nomeadamente garrafas de água e outros produtos essenciais.
Rui Claro explica que é precisamente este racionamento que tem permitido que ainda haja alguns bens disponíveis, situação que também se verifica no caso dos combustíveis. Considera ainda que a resposta à crise poderia ter sido mais célere, referindo falta de informação para a população, entidades locais sobrecarregadas e meios insuficientes, descrevendo o cenário como muito grave.
Entretanto, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) confirmou a existência de constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias e o encerramento temporário de seis supermercados nos concelhos de Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande.
De acordo com a associação, estes seis estabelecimentos fazem parte de um universo de 41 lojas pertencentes aos seus associados naqueles concelhos. Foram entretanto acionadas medidas para reduzir o impacto da situação, estando os consumidores a ser informados, através de avisos nos espaços encerrados, sobre as lojas mais próximas em funcionamento.
A APED garante que não existe rutura na cadeia de abastecimento alimentar a nível nacional, incluindo nas zonas mais afetadas, assegurando que estão salvaguardadas as necessidades essenciais das populações.
Também a Associação Nacional de Freguesias (Anafre) revelou que mais de metade das freguesias dos distritos de Leiria e Coimbra sofreram impactos da depressão Kristin, com registo de numerosos danos em habitações, empresas e áreas florestais.
O presidente da Anafre, Jorge Veloso, destacou que muitas juntas de freguesia estão no terreno a desenvolver ações de proteção e salvaguarda de bens e habitações, sublinhando que, apesar dos recursos limitados, estas autarquias são frequentemente o primeiro ponto de resposta às necessidades das populações, graças ao profundo conhecimento que têm do território.
A cidade de Viseu acolhe esta sexta-feira, 17 de abril, o primeiro dia de finais…
A vila de Góis volta a acolher uma prova oficial da Federação Portuguesa de Badminton,…
A Câmara Municipal de Coimbra assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no sábado,…
O projeto “Viajar no Tempo – Ferrovia entre o Vouga e o Dão” foi apresentado…
A Comissão Diretiva do Programa Regional do Centro (Centro 2030) ficou completa com a entrada…
O auditório da Biblioteca Municipal de Cantanhede acolhe, este sábado, 18 de abril, às 16h00,…
This website uses cookies.