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Este fim de semana, acontece a mudança do horário de inverno para o horário de verão, o que significa que à uma hora da manhã de domingo, o relógio avança uma hora e passam a ser duas horas da manhã, o que faz com que iremos dormir menos uma hora.
Muitos ficam felizes por haver esta mudança, que dura cerca de oito meses, mas não significa que estas mudanças sejam positivas na nossa vida e mesmo para a nossa saúde.
Em entrevista à Beira Digital TV, a professora Ana Allen Gomes, da Associação Portuguesa do Sono, explica que a mudança de hora não é fácil para toda a gente e que o dia imediatamente a seguir “traz muitas das vezes mais acidentes rodoviários e acidentes cardiovasculares, que estão diretamente ligados com a perda de sono e com o facto de termos de nos levantar mais cedo”.
A adaptação ao horário de verão é sempre “mais difícil e tardia para aquelas pessoas que se levantam da cama mais cedo porque têm horários que começam mais cedo, porque o nosso organismo é forçado a funcionar mais cedo”, explica a professora.
As crianças e os bebés são muito dados a rotinas, logo no primeiro ano de vida os pais tentam implementar uma rotina na vida dos mesmos, e por isso a mudança de hora também traz consequências para a vida deles. “As crianças e os bebés estão mais protegidos desta mudança porque têm ritmos diferentes dos adolescentes e adultos, e por isso convém que na semana anterior, haja uma mudança gradual nos horários, dando 15 minutos de avanço na hora de deitar.”
A longo prazo esta mudança de horário também traz mais problemas para a população, tanto a nível profissional, como a nível da saúde e a nível social. “Há uma maior propensão para cancro, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, para a redução da imunidade”, diz Ana Gomes. Também o suicídio é apontado como uma das consequências da mudança de hora, segundo a representante da Associação Portuguesa do Sono “há estudos que comprovam que estão diretamente ligados.”
Já à muito que se fala na paragem da mudança de hora e se fixe ou o horário de verão ou o horário de inverno. A professora Ana Allen Gomes admite que se tivesse que se optar por um horário, seria o “horário de inverno, face aos estudos e dados que têm, é a hora mais apropriada para a saúde mental e para a saúde física, pois a generalidade das pessoas dorme melhor nesse fuso horário.” Por isso, apesar das pessoas preferirem o horário de verão por haver mais luz solar, não é o mais indicado para que possamos ter uma vida mais calma e saudável, segundo estudos da Associação Europeia do Sono e da Associação Americana de Medicina do Sono.
A Associação Portuguesa do Sono aconselha para que a população comece a criar uma rotina adequada a esta mudança de hora mais antecipadamente, ou seja, na semana anterior a essa mudança comecem a deitar-se mais cedo e a fazer as refeições mais cedo. A professora Ana Allen Gomes, acrescenta ainda que “não haja a realização de sestas à tarde, para que haja uma preparação do nosso relógio biológico e uma adaptação a esta nova mudança, e por isso, no domingo à noite temos de nos deitar mais cedo e na segunda-feira acordar mais cedo, para que não haja perda de sono, para acertar a hora de acordar e deitar.”
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