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Santa Casa da Misericórdia de Góis celebra 20 anos e provedora reclama 31 mil euros prometidos

A Santa Casa da Misericórdia de Góis assinalou, esta terça-feira, os 20 anos de funcionamento da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), um marco celebrado com emoção, mas também com um apelo firme da nova provedora, Lurdes Castanheira, à resolução de um conflito financeiro que se arrasta há vários anos.

A provedora revelou que a instituição continua a aguardar a entrega de cerca de 31 mil euros, verba que deveria ter sido transferida à Misericórdia na sequência de uma doação resultante de um concerto solidário após os incêndios de 2017. “O que nós aqui pretendemos é aquilo que é da Misericórdia de Góis deve ser entregue à Misericórdia de Góis. E nós não nos vamos calar. Alguém tem que nos dar uma resposta”, afirmou Lurdes Castanheira durante a cerimónia.

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A responsável explicou ainda que a instituição já recorreu a várias entidades para tentar resolver a situação. “Já fizemos contacto com a Provedoria de Justiça, que nos pediu para remeter todo o processo, e apelámos também ao presidente da União das Misericórdias para que nos ajudasse a resolver esta situação. Já passaram seis meses e continuamos na mesma. Não há evolução nenhuma”, lamentou.

O aniversário foi também momento de homenagem e reconhecimento. Uma funcionária que cumpre 25 anos de serviço foi agraciada, dando continuidade a uma tradição de distinguir o empenho e a dedicação das trabalhadoras da instituição. “É uma postura desta casa reconhecer quem se mantém connosco. Hoje é difícil reter pessoas nestas profissões, sobretudo jovens, porque ambicionam melhores salários ou outras condições. Mas estas funções exigem vocação e dedicação”, sublinhou a provedora, lembrando que “95 a 97% dos colaboradores são mulheres”, e defendendo a necessidade de “desconstruir os estereótipos de género nas profissões de cuidado”.

A sessão contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, que destacou o papel fundamental das IPSS no concelho. “Os nossos idosos têm nestas instituições um porto de abrigo. Elas acolhem, cuidam e garantem conforto e bem-estar a quem mais precisa. Por isso, assinalar 20 anos de serviço é mais do que simbólico — é reconhecer o impacto social que têm na nossa comunidade”, afirmou o autarca.

Rui Sampaio assegurou ainda que a autarquia estará “ao lado da Santa Casa” na requalificação do Hospital Rosa Maria, um edifício histórico atualmente devoluto que a Misericórdia pretende recuperar. “É um imóvel que se está a degradar e queremos ajudar a encontrar uma solução adequada, que responda às necessidades das pessoas e do território”, garantiu o presidente.

Também sobre este projeto, Lurdes Castanheira frisou a importância de preservar o património e dar-lhe nova vida: “O Hospital Rosa Maria foi construído por um inglês ligado à exploração mineira, em homenagem à filha, e não podemos deixar que continue a degradar-se. Queremos ali implementar uma resposta inovadora, talvez uma extensão da ERPI com aumento de camas”.

Entre o orgulho pelo percurso e a preocupação com os desafios futuros, a provedora deixou uma mensagem clara: “Celebrar 20 anos é um tributo a quem construiu esta casa e um compromisso com o futuro. Mas também é tempo de exigir respeito e justiça para com o trabalho que aqui se faz todos os dias”.

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