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Vídeo | Rui Ventura assume presidência do Turismo Centro de Portugal com compromisso de “dedicação de corpo e alma”

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Rui Ventura assumiu hoje a presidência da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, numa cerimónia marcada por palavras de agradecimento, compromisso e visão estratégica para o futuro da região. O novo presidente deixou claro que encara este desafio com “uma dedicação de corpo e alma e com muito amor”, prometendo estar “ligado ao que nos une aqui hoje: o Turismo do Centro de Portugal”.

Entre os objetivos traçados para o mandato, Rui Ventura destacou a criação de um Hotel-Escola para a formação de profissionais do setor, a promoção de um turismo ambientalmente responsável e a aposta numa mobilidade mais eficiente e sustentável. Defendeu ainda um reforço da articulação com a agência nacional de turismo, de forma a evitar redundâncias e melhorar a comunicação interna e externa.

O novo presidente quer também renovar o mapa turístico da região, adaptando-o às exigências dos diferentes mercados, e estreitar relações com as regiões vizinhas de Espanha, como Castela e Leão, Extremadura e Madrid. Acima de tudo, sublinhou que o sucesso do turismo passa pela valorização do território e das suas gentes: “Não há turismo sem pessoas”, declarou.

A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, que deixou uma intervenção marcada por reflexão e ambição. Sublinhando os pilares fundamentais do setor – equipas, território e empresas –, Pedro Machado destacou a importância da qualificação dos recursos humanos e da sustentabilidade como fator decisivo na escolha dos destinos pelos viajantes.

“Hoje, a sustentabilidade não é só uma preocupação à chegada. É também uma exigência à partida”, afirmou, alertando para fenómenos como o flygskam (vergonha de voar), que refletem a crescente consciência ambiental dos turistas.

O governante revelou que, em 2024, Portugal registou 31 milhões de hóspedes e 27,6 mil milhões de euros em receitas turísticas, com a região Centro a contribuir com mais de 8 milhões de dormidas. Apontou ainda medidas de apoio à interioridade e ao desenvolvimento regional, como o reforço do programa Portugal Events e o novo Programa Crescer.

Pedro Machado abordou também o impacto do envelhecimento demográfico no setor, defendendo a imigração como resposta à escassez de mão de obra e como motor de regeneração social e económica.

“Este é um interregno. Tenho fé que virá um tempo novo, mais forte, com gente determinada a resolver os problemas do setor e do país”, concluiu.

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