A prevenção a incêndios rurais esteve no centro da 8.ª reunião da Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais (CMGIFR) de Góis, realizada no passado dia 30 de abril, onde foi feito o ponto de situação dos trabalhos no concelho. Em análise estiveram os impactos da tempestade Kristin, o balanço das ações desenvolvidas em 2025 e o planeamento para 2026, tendo ainda sido discutido e aprovado o Plano Operacional Municipal de 2026, além da apresentação da recomendação regional sobre queimas e queimadas.
Durante a reunião, conduzida pelo Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, e que contou com a participação do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Góis, Nuno Bandeira, estiveram também presentes o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Góis, João Miguel Pratas, bem como representantes das freguesias do concelho, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), da Associação Florestal do Concelho de Góis, do Agrupamento de Baldios, da Guarda Nacional Republicana (GNR) e técnicos do Serviço Municipal de Proteção Civil.
No decurso dos trabalhos, foi apresentado um relatório detalhado sobre os efeitos da tempestade Kristin na Rede Viária Florestal (RVF), que sofreu danos significativos. Dos 1.090 quilómetros de rede, cerca de 717 quilómetros foram afetados, estando pouco mais de 291 quilómetros já intervencionados, o que representa 41% execução. Foram igualmente divulgados os dados das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) 2.0 de Góis, que identificaram quase 370 hectares de povoamentos florestais severamente danificados, distribuídos pelas quatro freguesias do concelho.
A CMGIFR analisou também o ponto de situação dos trabalhos de prevenção executados em 2025, ano em que o concelho ultrapassou largamente as metas definidas, atingindo 141% de execução global. Entre os resultados mais expressivos destacam-se a intervenção na Rede Primária do ICNF, que atingiu 292% do previsto, e os trabalhos realizados pela E-Redes, que superaram os 200%. Já em 2026, a execução encontra-se ainda numa fase inicial, tendo já sido realizadas intervenções em reservatórios estratégicos de água para combate a incêndios e ações de beneficiação da rede viária.
Outro ponto central da reunião foi a aprovação do “Caderno III – Plano Operacional Municipal de Góis 2026”, documento que organiza o dispositivo de defesa da floresta contra incêndios, inventaria meios e recursos, define setores territoriais de vigilância, deteção e combate, e estabelece procedimentos operacionais para o período crítico. Este documento estratégico tem como objetivo a operacionalização de todo o dispositivo de gestão integrada de fogos rurais, assumindo-se, também, como um instrumento de relevo no planeamento do combate aos incêndios rurais.
A sessão encerrou com a apresentação da “Recomendação da Região de Coimbra para Queimas e Queimadas 2026”, que reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas de segurança, comunicação prévia obrigatória e proibição de queimas em dias de risco elevado, sublinhando a importância da prevenção como principal ferramenta de proteção do território.