A vila de Góis deu esta sexta-feira o pontapé de saída para a programação de Natal, com o acender oficial da iluminação e a inauguração da árvore comunitária, que já se tornou um dos símbolos mais acarinhados do concelho.
Apesar da chuva, dezenas de pessoas fizeram questão de marcar presença em frente à Câmara e no Largo do Pombal para assistir ao momento em que as luzes natalícias ganharam vida. Para o presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, este gesto é mais do que uma formalidade: é uma tradição que marca o espírito da época.
“O Natal sem iluminação quase podemos dizer que não é Natal”, afirmou. “O tempo não estava muito convidativo, mas as pessoas disseram presente e não foi isso que as demoveu.”
O autarca sublinhou ainda que este é um momento simbólico que dá início a um conjunto de iniciativas dirigidas a todas as idades: “As crianças gostam sempre muito, mas os adultos também. É uma forma de quem nos visita sentir o espírito natalício e de a comunidade se sentir reconfortada.”
Árvore comunitária cresce um metro e reforça laços entre gerações
Logo após o acender das luzes, foi inaugurada a árvore comunitária, um projeto que envolve dezenas de pessoas do concelho e que este ano surgiu maior — agora com 8,5 metros de altura e revestida por 2003 quadrados de croché.
“Este ano a árvore está um metro maior”, destacou Rui Sampaio. “É algo diferente, feito pela comunidade, e que representa uma forma muito bonita de viver o Natal. O que aqui está é um bocadinho de cada pessoa que participou.”
A técnica responsável pelo projeto, Dominique Brito, explica que tudo começou pela vontade da população: “O principal objetivo da árvore comunitária surge da manifestação de interesse da comunidade, de usar recursos que temos junto de nós e técnicas que as senhoras sabem fazer — e que qualquer um pode aprender.”
O município distribuiu 150 novelos de lã, desafiando quem os recolhesse a transformá-los em quadrados de 20×20 cm. O resultado ultrapassou as expectativas: “As pessoas acrescentaram fios que tinham em casa, restos, desperdícios, e usaram-nos para abrilhantar a árvore”, contou Dominique.
A adesão foi tão grande que permitiu decorar também o presépio e o corrimão. No total, foram colocados 227 adereços — bolas, flocos e pequenos Pais Natais feitos a partir de materiais reaproveitados.
Mas mais importante do que o número de quadrados é o espírito que se cria à volta do projeto. “Criam-se laços, partilhas. O croché é só um modo de reunir a comunidade”, afirmou a técnica. “Não é olhar para a árvore pela sua beleza — embora eu ache que é linda — mas pela beleza que está por trás de todo este movimento.”


Casas mais iluminadas e programação para toda a família
O município lançou também o desafio para que os habitantes decorassem as suas casas e montras, iniciativa que já conta com 32 inscrições. “É uma forma de embelezar a vila e de cada um se envolver no espírito natalício”, referiu Rui Sampaio.
A programação inclui ainda cinema, carrossel para os mais pequenos, atividades lúdicas, apresentação de livro e um mercadinho de Natal com 33 expositores. O Góis Motoclube volta igualmente a participar com a famosa chegada do Pai Natal e o tradicional acender do Madeiro.
“O Madeiro simboliza união, convívio, família”, explicou o presidente. “É esse o espírito do Natal — estarmos juntos, partilharmos momentos importantes.”