A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra apresentou, esta sexta-feira, em Pampilhosa da Serra, a nova Rota do Medronho, uma iniciativa turística que propõe uma viagem pelos sabores, tradições e paisagens associadas ao medronheiro. A rota abrange nove municípios da região, incluindo Penacova, Mortágua, Mealhada, Lousã, Góis, Arganil, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Tábua.
Mais do que um simples roteiro turístico, a Rota do Medronho pretende afirmar-se como um instrumento de valorização do território e de desenvolvimento económico, ligando o campo à mesa através de experiências autênticas. Segundo Jorge Brito, Secretário Executivo da CIM, trata-se de “um exercício de dinamização e união territorial”, em que o medronho é visto como um ativo estratégico e símbolo da resiliência regional.
Durante a sessão, o presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, destacou o papel visionário do empresário José Martins na promoção da fileira do medronho, elogiando o seu contributo para a expansão desta cultura no território. Custódio sublinhou ainda o orgulho que representa esta rota, “um casamento entre tradição e inovação”.
O projeto prevê também um programa de valorização do medronho com foco na certificação da aguardente regional (DOP ou IGP), reforçando a qualidade e autenticidade dos produtos locais. Esta abordagem pretende abrir novas oportunidades para produtores e comunidades, promovendo a sustentabilidade e a economia local.
A Rota do Medronho percorre cerca de 260 quilómetros e assenta em quatro eixos principais: mapeamento de recursos, desenvolvimento de experiências, promoção e marketing, e garantia de sustentabilidade e qualidade. O percurso ideal decorre ao longo de quatro dias e três noites, oferecendo ao visitante uma imersão completa no património natural e cultural da região.