A Região Centro concentra 50% da oferta termal nacional, distribuída por 25 territórios termais e 22 estâncias em funcionamento. Os dados mais recentes, reportados a setembro de 2024, apontam para uma faturação global de cerca de sete milhões de euros, somando o termalismo clássico e o de bem-estar.
De acordo com Artur Salvador, coordenador executivo da Inovatermas, o termalismo clássico — tradicionalmente associado à saúde — registou “um indicador de faturação na ordem dos cinco milhões de euros”. Já o segmento de bem-estar, ligado sobretudo aos spas termais, representa “na ordem dos dois milhões de euros”.
Apesar da diferença na faturação, o responsável sublinhou que existe uma inversão ao nível do número de utilizadores. “Temos mais clientes no termalismo de bem-estar, cerca de 20 mil clientes em 2024, e no termalismo básico de saúde, cerca de 40 mil”, afirmou, explicando que os tratamentos de saúde tendem a ser mais prolongados e com maior impacto na faturação, enquanto o bem-estar está associado a serviços mais pontuais e individuais.
No território de Coimbra, três unidades estruturam a oferta termal: as Termas do Luso, as Termas da Bicanha e o Aquavillage, este último de natureza privada.
Segundo Artur Salvador, embora os tratamentos obedeçam a uma “normalização muito específica”, a diferenciação faz-se “nas unidades em si e no território e na envolvente”, sendo essa “a grande aposta” da região.
O termalismo tradicional mantém-se associado a patologias do foro respiratório, músculo-esquelético, dermatológico, digestivo, urinário, circulatório e endócrino. “São, de facto, uma componente alternativa que é seguida como prevenção e aparece numa altura já avançada da vida das pessoas, geralmente associada a uma prescrição médica”, explicou o responsável, acrescentando que se trata de “uma alternativa à cura medicamentosa, embora mais lenta”.
Já o segmento de bem-estar assume-se como instrumento preventivo. “Se tivermos algum cuidado com o nosso bem-estar, certamente adiamos problemas de saúde num futuro”, afirmou, destacando três dimensões centrais: bem-estar físico, mental e relaxamento.
Para o coordenador executivo da InovaTer, a experiência termal atual ultrapassa o tratamento em si. “O nosso produto integral, hoje em dia, é aquilo que o nosso cliente de termalismo procura na região centro”, referiu. Este conceito integra natureza, património, gastronomia, cultura e eventos, permitindo estadas de três a cinco dias que combinam saúde ou bem-estar com vivência territorial.
No centro desta estratégia está a água, que Artur Salvador classifica como “a origem do bem-estar”. A região destaca-se não só pela densidade de estâncias termais, mas também pela concentração de águas minerais de nascente.
Entre os exemplos apresentados está a Água do Luso. O responsável explicou que a água mineral conhecida do público provém de cerca de 500 metros de profundidade, enquanto a água termal emerge a temperaturas entre os 25 e os 28 graus, sendo consumida diretamente na unidade termal para garantir as suas características.
Foram ainda referidas a Água de Vale da Mó, consumida sob prescrição médica e associada, por exemplo, a tratamentos ligados ao sangue, e a Água de Monfortinho, que regressou recentemente ao mercado engarrafada, cerca de 50 anos depois, destacando-se pelas suas características específicas.
Artur Salvador concluiu sublinhando que o termalismo é “um ativo muito importante que nós temos na região centro” e que “não vale só por si, vale muito pelo ativo que consegue estruturar com os outros produtos ligados à natureza, à gastronomia, à cultura e, no fundo, a uma vivência comunitária que nos interessa preservar e realçar”.
Recordando a importância da água no quotidiano, deixou uma nota final: “Não nos podemos esquecer, obviamente, que somos água, somos mais de metade água.”
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