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Reembolsos de IRS deverão diminuir e podem dar lugar a pagamentos em 2026

A campanha de entrega do IRS arranca a 1 de abril e traz mudanças que poderão refletir-se diretamente no bolso dos contribuintes. Este ano, a tendência aponta para reembolsos mais baixos, havendo mesmo casos em que poderá ser necessário pagar imposto adicional ao Estado.

A explicação está na redução da retenção na fonte ao longo de 2025, o que fez com que os contribuintes recebessem mais rendimento mensal durante o ano. No momento do acerto final, isso traduz-se num menor valor a devolver ou, em некоторых casos, num saldo a pagar.

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Segundo dados avançados pelo Jornal de Notícias, já no ano passado se verificou uma quebra significativa nos reembolsos, na ordem dos 801 milhões de euros.

Ainda assim, especialistas sublinham que esta situação não representa uma perda efetiva para os contribuintes. Paulo Franco, bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, esclarece que o dinheiro em causa foi, na prática, recebido antecipadamente ao longo do ano.

Entre as principais novidades deste ano está a atualização dos escalões de IRS e a descida das taxas entre o segundo e o quinto escalão. Destaca-se também o reforço do chamado IRS Jovem, que prevê isenções parciais ou totais durante um período até 10 anos para contribuintes até aos 35 anos.

Além disso, passam a ser consideradas novas deduções, como 5% das despesas com trabalho doméstico, o aumento da consignação de IRS para 1% e benefícios associados a gastos com livros e eventos culturais.

O prazo para a entrega da declaração decorre até 30 de junho. O Governo estima que os reembolsos automáticos sejam processados em menos de duas semanas, enquanto as declarações submetidas pela via tradicional poderão demorar entre três semanas a três semanas e meia a ser liquidadas.

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