Foram vários os curiosos que marcaram presença na recriação das Invasões Francesas que decorreu, este domingo, em Ponte de Mucela, concelho de Vila Nova de Poiares. O evento, que vai já na terceira edição, tem-se vindo a afirmar como um importante momento de valorização histórica e cultural da região.
Num ambiente descontraído, com trajes à época, a iniciativa reuniu visitantes de várias localidades e apostou na divulgação da história junto de diferentes gerações.
Para o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves, trata-se de um evento de grande dimensão que resulta de um esforço conjunto: “É neste ambiente descontraído que nos encontramos hoje aqui na Ponte da Mucela a comemorar a terceira edição da recriação histórica das invasões francesas”, afirmou, destacando ainda o trabalho desenvolvido pela junta de freguesia.
O autarca sublinhou também o potencial turístico da freguesia, apontando vários recursos naturais e patrimoniais. “A freguesia de São José das Lavegadas tem potencial para o turismo, para o património histórico e não só”, referiu, lembrando a importância da ponte local e de outros pontos de interesse como a Serra de São Pedro, os percursos pedestres e as praias fluviais.
Sobre a relevância da recriação histórica, Nuno Neves destacou o seu papel na preservação da memória coletiva: “Faz parte da nossa história e estes momentos são importantes para os menos atentos, para os mais novos que não acompanharam a história de antigamente”.
Também a presidente da Junta de Lavegadas, Loide Ferreira, destacou a adesão do público ao longo do dia. “O tempo está muito bom, está agradável, está convidativo e o recinto está a encher-se”, referiu, apontando a recriação histórica como o momento mais aguardado.
Além da componente histórica, o evento inclui animação, tasquinhas e atividades para diferentes idades. “Para já, o que as pessoas podem desfrutar é de muita comida, muita bebida e também animação”, explicou. Entre as novidades, destacou “os jogos didáticos para as crianças, a falcoaria, os répteis e o espetáculo do fogo, que também é o primeiro ano que temos”.
A recriação transporta os visitantes para o contexto das Invasões Francesas, no início do século XIX. Após a recusa de Portugal em aderir ao bloqueio continental imposto por Napoleão em 1807, o país foi alvo de três invasões militares.
Em março de 1811, durante a retirada do exército francês comandado por Massena, as tropas passaram pela Ponte da Mucela, perseguidas pelas forças anglo-lusas lideradas pelo Duque de Wellington. O confronto acabou por ocorrer nas imediações da ponte, num momento de tensão que marcou a região.
Perante o avanço inimigo, os franceses acabaram por recuar e dispersar em várias direções, deixando um rasto de destruição. A ponte foi destruída durante o conflito, numa tentativa de travar a perseguição das tropas aliadas.
O evento terminou com um espetáculo de fogo, um dos momentos mais aguardados, e mantém como objetivo preservar a memória histórica e dinamizar o território.
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