A Polícia de Segurança Pública revelou que registou 980 recusas de entrada nas fronteiras aéreas nacionais durante os primeiros quatro meses de 2026, o que representa um aumento de 41,6% face ao mesmo período de 2025.
Segundo a PSP, através da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), este número corresponde a uma média superior a oito recusas de entrada por dia, comparando com as 692 recusas registadas no primeiro quadrimestre do ano passado.
As recusas de entrada dizem respeito a cidadãos que não reuniam as condições legais para entrar no espaço Schengen, nomeadamente por ausência ou invalidade de documentação, falta de meios de subsistência, inexistência de visto válido ou indicações registadas no Sistema de Informação Schengen e noutras bases de dados internacionais.
A PSP refere que todas as situações foram registadas e encaminhadas para os procedimentos legais competentes, em articulação com as autoridades judiciais e restantes entidades responsáveis.
A força de segurança sublinha ainda que tem vindo a reforçar a formação dos efetivos e a atualização tecnológica dos meios de controlo fronteiriço, em articulação com a FRONTEX e outras entidades internacionais.
Relativamente ao movimento nas fronteiras aéreas nacionais, até às 13h00 do dia 21 de maio foram controlados 30.339 passageiros, dos quais 15.365 entraram em território nacional e 14.974 saíram do país.
Quanto aos tempos máximos de espera registados nos aeroportos nacionais, a PSP indicou 67 minutos nas chegadas e 46 minutos nas partidas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, 26 minutos nas chegadas e sete minutos nas partidas no Aeroporto Gago Coutinho, em Faro, e 60 minutos nas chegadas e 30 minutos nas partidas no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.
A PSP reafirma que todas as recusas de entrada são realizadas em cumprimento da legislação nacional e europeia, garantindo os mecanismos legais de recurso e proteção internacional quando aplicável.