A Polícia de Segurança Pública (PSP) lamenta a desinformação reiterada relativamente aos tempos de espera no controlo das fronteiras aéreas, designadamente no que concerne a notícias de 6 horas de tempo de espera nas fronteiras dos aeroportos nacionais.
Embora este domingo tenha sido um dia com elevado tráfego de passageiros nos vários aeroportos nacionais, o tempo máximo registado nos Aeroportos Humberto Delgado (Lisboa), Gago Coutinho (Faro) e Sá Carneiro (Porto), com picos de tempos de espera entre as 09h e as 12h, nunca foi superior a 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto, tendo os parâmetros de referência sido alcançados ao final da manhã.
A PSP confirma tempos de espera superiores aos desejados, quer por razões técnicas/informáticas, quer pela elevada dimensão de passageiros fora do Espaço Schengen, porém desde cedo foram tomadas medidas de contingência, sempre no estrito cumprimento das regras de segurança e das normas de controlo fronteiriço.
De referir que os tempos de espera na fronteira são considerados somente desde que o passageiro entra na zona de controlo fronteiriço, não sendo considerados os tempos antes ou depois desta zona.
No dia de hoje nas fronteiras áreas nacionais (voos não Schengen) foram, até ao momento, controlados cerca de 69 000 passageiros.
A PSP e todas as entidades com responsabilidade nas fronteiras áreas estão empenhadas em melhorar as condições de passagem em locais com controlo fronteiriço, com investimentos para aumentar a capacidade destas zonas (em execução durante o corrente mês), com incremento dos recursos humanos (designadamente polícias da PSP com formação de guarda de fronteira) e com melhoria da capacidade tecnológica.
Por fim, a PSP repudia a difusão de desinformação que induz em erro os nossos cidadãos, prejudicando a imagem do nosso País e reitera o compromisso de transparência e rigor na prestação de informação pública. A PSP apela à responsabilidade na partilha de informação e esclarece que os dados relativos aos tempos de espera nos postos de fronteira divulgados por entidades oficiais são os únicos dotados de rigor e veracidade.
A circulação de informação não verificada causa alarme injustificado e prejudica não só o normal funcionamento das operações fronteiriças, como a própria eficácia da operação geral dos aeroportos.