Os astrónomos elevaram significativamente a probabilidade de impacto direto do asteróide 2024 YR com a Terra, aumentando as preocupações da comunidade científica e das autoridades internacionais.
De acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA, a hipótese de colisão deste corpo celeste, recentemente identificado, subiu para 2,3%. Embora a probabilidade de impacto ainda seja reduzida, com 97,7% de hipóteses de o asteroide passar sem incidentes, o risco foi considerado suficientemente elevado para levar a Organização das Nações Unidas (ONU) a ativar, pela primeira vez, o Protocolo de Segurança Planetária.
Tamanho comparável ao asteroide de Tunguska
O 2024 YR foi avistado por astrónomos da NASA no final de 2023, através de um telescópio no Chile. O objeto tem aproximadamente 90 metros de largura, um tamanho semelhante ao do asteroide que explodiu sobre Tunguska, na Sibéria, em 1908, devastando cerca de 2.150 km² de floresta remota.
O asteroide subiu rapidamente para o topo das listas oficiais de risco em ambos os lados do Atlântico e recebeu a rara classificação de três na escala de Turim, que varia de zero (sem risco) a dez (capaz de causar um evento catastrófico global). Apesar da atual avaliação, os especialistas alertam para a possibilidade de os cálculos serem revistos.
Probabilidades podem diminuir nos próximos meses
A Agência Espacial Europeia (ESA) destaca que as variações nas probabilidades de impacto são normais quando o asteroide ainda se encontra a uma grande distância da Terra. Com a obtenção de novos dados sobre a sua trajetória e velocidade, espera-se que o risco seja reavaliado e possivelmente reduzido para zero nos próximos meses.
A NASA partilha da mesma perspetiva. “No passado, vários objetos chegaram ao topo da lista de risco e foram posteriormente reclassificados como não ameaçadores. Novas observações podem levar o 2024 YR a ser atribuído ao grau zero de risco”, explicou Molly Wasser, investigadora da agência espacial norte-americana.
Colin Snodgrass, professor de astronomia planetária na Universidade de Edimburgo, reforça a necessidade de um acompanhamento mais detalhado. “O mais provável é que este asteroide passe sem causar danos. No entanto, continuará a ser monitorizado para garantirmos previsões mais precisas sobre a sua trajetória”, afirmou ao jornal britânico The Guardian.
Tecnologia pode impedir impacto
A possibilidade de desvio de um asteroide com recurso a tecnologia já existente também traz algum otimismo à comunidade científica. Em 2022, a NASA demonstrou com sucesso a eficácia da missão DART, na qual uma nave espacial colidiu deliberadamente com um asteroide do tamanho de um estádio de futebol, alterando a sua trajetória.
Mesmo que o 2024 YR mantenha uma trajetória de colisão, uma missão semelhante poderia ser aplicada. “Temos a tecnologia para desviar um asteroide desta dimensão, se necessário”, concluiu Snodgrass.
Inicialmente, a ESA havia calculado a probabilidade de impacto em 1,3% para 22 de dezembro de 2032, data em que o asteroide deverá passar mais próximo da Terra. Contudo, nos últimos dias, os cálculos apontam para um ligeiro aumento do risco, mantendo-se as observações em curso para avaliar com maior precisão a sua trajetória.
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