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Primeiro transplante renal realizado em Cabo Verde

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Primeiro transplante renal realizado em Cabo Verde marca momento histórico para a saúde do país.

Cabo Verde viveu hoje (24 de março), um momento histórico com a realização do primeiro transplante renal da sua história, um marco de enorme relevância para o desenvolvimento do sistema nacional de saúde e para o reforço da capacidade clínica do país. A intervenção decorreu no Hospital Universitário Agostinho Neto, na ilha de Santiago, e representa um passo decisivo no caminho da autonomia médica cabo-verdiana. 

A operação foi realizada no âmbito de um processo que vinha sendo preparado há vários meses, depois de Cabo Verde ter avançado com a estrutura legal e clínica necessária para iniciar um programa nacional de transplante renal. O objetivo assumido pelas autoridades de saúde cabo-verdianas tem sido criar condições para que este tipo de resposta médica altamente diferenciada possa passar a ser assegurada no próprio país. 

Este primeiro transplante foi assegurado por uma equipa multidisciplinar portuguesa da ULS Santo António, do Porto, em articulação com profissionais de saúde cabo-verdianos. Na nota, merece destaque a Dra. La Salete Martins, Diretora da Unidade de Transplante Renal da ULS Santo António, e o Dr. António Norton de Matos, cirurgião responsável pelo transplante, cuja experiência tem sido uma referência no desenvolvimento deste programa de cooperação entre Portugal e Cabo Verde. A colaboração entre o Hospital de Santo António e Cabo Verde no programa de transplantação renal já tinha sido publicamente assumida em 2025, com La Salete Martins e António Norton de Matos identificados como figuras centrais deste processo.  

O papel dos profissionais de saúde envolvidos foi absolutamente determinante. São as equipas médicas, de enfermagem, técnicas e hospitalares, em Cabo Verde e em Portugal, as verdadeiras protagonistas deste momento histórico, pela competência, dedicação e capacidade de tornar possível um procedimento de elevada complexidade clínica num contexto pioneiro para o país.

Neste processo, as soluções de conservação de órgãos SERVATOR tiveram também um papel relevante. A gama SERVATOR é apresentada pela Biojam como uma solução para preservação de órgãos para transplante, distribuída em vários mercados europeus, e inclui dispositivos médicos de classe III indicados para lavagem e conservação hipotérmica de órgãos torácicos e abdominais como rim, fígado, coração, pâncreas e pulmões. Segundo a informação técnica disponibilizada pela marca, estas soluções podem ser armazenadas entre +2°C e +25°C, devendo depois ser arrefecidas antes da utilização clínica, o que representa uma vantagem logística importante em contextos exigentes.  

A Biojam, empresa portuguesa ligada à distribuição de soluções inovadoras na área da saúde e que se apresenta como parceira da SALF para soluções SERVATOR em Portugal, Espanha, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo e, desde 2026, Brasil, orgulha-se de ter contribuído para este momento histórico através do apoio prestado ao processo logístico e técnico associado à disponibilização destas soluções.  

Declaração de Carlos Monteiro, CEO da BIOJAM:
“Este é um momento de enorme significado para Cabo Verde e para todos os que trabalham diariamente para reforçar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A BIOJAM felicita o Estado de Cabo Verde, as autoridades de saúde e, de forma muito especial, as equipas médicas e hospitalares envolvidas por este passo histórico. É com orgulho que vemos o país avançar na sua autonomia médica e poder dar um contributo para um momento desta dimensão.”

Declaração de Augusto Santos, Diretor Técnico da BIOJAM:
“Foi extremamente gratificante acompanhar este processo e colaborar num contexto tão exigente e ao mesmo tempo tão inspirador. As soluções SERVATOR responderam de forma eficaz às necessidades da operação e todo o trabalho com as equipas em Cabo Verde decorreu com grande profissionalismo, abertura e espírito de missão. Foi muito fácil trabalhar com profissionais altamente qualificados e comprometidos com o sucesso deste momento histórico.”

A realização do primeiro transplante renal em Cabo Verde representa mais do que uma cirurgia bem-sucedida. Representa a afirmação de uma nova etapa na medicina cabo-verdiana, assente em qualificação, cooperação institucional e capacidade instalada para responder, dentro do próprio país, a desafios clínicos de elevada exigência.  

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