Celebrando-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa, o Presidente da República não pode deixar de chamar a atenção para a importância do nosso idioma comum, bem como para a sua natureza pluricontinental – herdeira de séculos de criatividade, história e diversidade –, representativa de mais de 290 milhões de pessoas.
Unindo países e culturas espalhadas pelo mundo, a Língua Portuguesa é um instrumento de comunicação e influência, um ativo cultural, estratégico e económico, um tesouro que as vidas dos seus falantes não podem dispensar ou desvalorizar.
Depois do Dia Internacional do Livro, que se assinalou recentemente, a 23 de abril, o Dia da Língua Portuguesa deve também, e de uma forma especial, celebrar os fundadores e recriadores da nossa Língua – de Camões a José Saramago, passando por Jorge Amado e Cecília Meireles, Luandino Vieira e Mia Couto, Eça de Queirós e Sá de Miranda, Noémia de Sousa e João Vário, Machado de Assis e Sophia de Mello Breyner, Adélia Prado e Carlos Drummond de Andrade, Cesário Verde ou Fernando Pessoa.
Se a eles coube enriquecer o idioma e diversificá-lo sem perder o essencial da sua identidade plural, a nós cabe defender essa herança e fazer com que o Português seja uma língua preparada para o futuro.
Autores, leitores, jornalistas, editores, professores, estudantes, atores – e falantes em geral – detêm um poder extraordinário: o de prolongar a vida da Língua Portuguesa e de, diariamente, a enriquecer no respeito pela sua história e pelos seus grandes criadores do passado e do presente.
Quando buscamos um traço de união entre culturas e visões do mundo tão diferentes e complementares, é na Língua Portuguesa que nos encontramos. É nela que somos quem somos e que nos realizamos como membros de uma comunidade que hoje, onde quer que esteja, festeja a sua Língua.